O Segredo e o Bode da Maçonaria

Este texto foi enviado como um simples comentário em "Maçonaria e Igreja". Devido a sua pertinência e veracidade para a enorme maioria dos Maçons, transformo-o em um uma postagem, com os agradecimentos à pessoa que o enviou e ao autor.

Autor: Pedro Borges dos Anjos, é Cristão Evangélico e Mestre Maçom do quadro da Loja Maçônica Caridade e Segredo, da cidade histórica da Cachoeira, estado da Bahia.


No livro de Daniel, capítulo 12, versículo 4, o Senhor ordena que o profeta lacre e guarde em segredo as palavras de uma mensagem expressa em um determinado livro até o fim dos tempos. Mais adiante, no mesmo capítulo, nos versículos 9 e 10, diz o Senhor: “Vai Daniel, porque estas palavras estão fechadas e lacradas até o tempo do fim. Muitos serão purificados, esbranquiçados e refinados, mas os transgressores procederão iniquamente, e nenhum dos transgressores entenderá, mas os sábios entenderão.” Fiel às instruções do Senhor Deus, Daniel guardou e os de hoje prosseguem guardando o segredo recomendado por Deus.

Embora guardar sigilo na Ordem Maçônica vem desde sua origem, a notícia remonta do período dos apóstolos, por volta do terceiro ano depois de Cristo quando eles se dirigiram a várias localidades para pregar o evangelho. Os que foram para a Palestina, ficaram surpresos com o costume do povo judaico em falar ao ouvido de um bode, um animal muito presente na cultura do povo judeu daquele período. Os apóstolos de Cristo, ao buscarem saber as razões que sustentavam aquela postura, os palestinos davam o silêncio como resposta. Até que um Rabino de uma comunidade, em atenção à indagação do apóstolo Paulo, respondeu-lhe que tal procedimento era (e ainda é parte, até hoje em algumas aldeias do território Israelense) de um cerimonial judaico para expiação de pecados e erros, cujo povo tem o bode como confidente. Confessar erros e pecados ao um bode, junto ao seu ouvido, segundo o mencionado ritual, assegura ao pecador de que o segredo de seus delitos confessados ficam guardados, tendo em vista que bode não fala. O confessionário na Igreja Católica foi instituído anos depois, cuja instituição garante ao pecador o voto de silêncio por parte do sacerdote-confessor.

Perseguida pelo governo papal do Vaticano, por discordar frontalmente das instituições oficiais do seu poderoso império, com que a Igreja subjugou, humilhou e matou nas fogueiras da Inquisição milhões de pessoas, muitos maçons foram presos e submetidos aos inquisidores que a todo custo buscavam arrancarem deles confissões sigilosas de domínio da Ordem Maçônica, semelhantes as que o Senhor recomendou ao profeta Daniel fechar e lacrar até o tempo do fim. Um dos inquisidores, Chasmadoiro Roncalli, um reconhecido perverso dos quadros da Igreja, chegou a desabafar, com um superior seu: “Senhor, este pessoal maçom parece bode, por mais grave que eu torne o processo de flagelação a que lhes submeto, não consigo arrancar de nenhum deles quaisquer palavras.”
Remonta desse período a alcunha de bode com que se faz referência aos cidadãos maçons, em todo o mundo, como aquele que sabe guardar segredo.

Muitos associam a figura do bode ao demônio com que buscam acusar a Maçonaria de práticas satânicas, com argumentações integralmente destituídas da expressão da verdade. Ministros da Palavra de Deus e fiéis de quaisquer segmentos da Igreja de Cristo têm compromisso com a verdade, razão por que o próprio Deus recomendou e instruiu a todos, conforme está expresso nas Escrituras Sagradas do Livro de Êxodo 23:01 “não deves propagar uma notícia inverídica. Não cooperes com o iníquo por te tornares testemunha que trama violência.”

A Maçonaria proclama a existência de Deus, os iniciados em seus templos (não são deístas) são teístas e têm a Jesus Cristo como único Salvador. Ensina que a alma é imortal. Proíbe a discussão sectária de natureza política ou religiosa em seus templos. Busca unir a todos pelos laços da fraternidade conforme recomenda Jesus “tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.(Este último parágrafo foi negritado por iniciativa do autor do blog).

Maçonaria, Uma Faculdade Na Escola Da Vida.

“Não podemos viver felizes, se não formos justos, sensatos e bons”
(Epícuro – Filósofo Grego).



A vida é uma escola. Desde a concepção no útero materno, estamos a aprender. Após o nascimento, o aprendizado se intensifica. Aprendemos a andar, a falar, somos alfabetizados, educados e vivemos em sociedade. As leis dos homens regulam nossas condutas sociais. O uso e os costumes, a moral e as leis, traçam nosso comportamento. Dentro dessa escola da vida, alguns homens tem o privilégio de ingressarem numa faculdade, que se chama Maçonaria. Alguns terminarão o curso e receberão o diploma. Outros, desistem no início, no meio ou no fim. Outros ainda, são reprovados e perdem a oportunidade. São, o livre arbítrio e as regras do curso. A faculdade começa na iniciação e termina na diplomação, que é a comunhão total e final, cuja banca examinadora é o Tribunal de nossa consciência e a misericórdia do Grande Arquiteto do Universo.

A Maçonaria é uma faculdade na vida, que incentiva a pesquisa da verdade, o exercício do amor e da tolerância. Que recomenda o respeito às leis, aos costumes, às autoridades e, sobretudo, à opção religiosa de cada um. A Maçonaria não se preocupa em retribuir as ofensas injustas recebidas pelos que não a conhecem, mas, devemos nos defender mostrando aos nossos algozes o que é a Maçonaria. Filosófica, moral e espiritualista é a Maçonaria. Filosófica, porque leva o homem a se ajudar na busca da verdade que ele procura, a vencer suas paixões e submeter sua vontade à verdadeira razão. É moral, porque só aceita homens de bons costumes, que comem o pão com o suor de seus rostos. É espiritualista, por não admitir ateus em suas fileiras. Aliás, nossa Sublime Ordem é a única organização que transforma em irmãos pessoas de crenças religiosas diferentes, pois nela convivem harmoniosamente católicos, espíritas, protestantes, budistas, maometanos, judeus, etc...

Alguns apressados poderiam pensar que isso significa que os maçons sejam transformados em seres absolutamente passivos, submissos, sem o menor interesse pelo que se passa na sociedade, em nosso país e no mundo. Outra inverdade, pois os maçons se preocupam com tudo o que acontece, a Maçonaria é universal. Se os maçons têm como compromisso maior a busca incessante da verdade, é claro que precisam exercitar continuadamente o direito de pensar em soluções que possam eliminar o mal, sem destruir o homem. Ela tem seus métodos próprios de ação, conhecidos pelos verdadeiros maçons, os quais são agentes da paz e chamam os conflitos armados de a estupidez da guerra, da guerrilha, do terrorismo, do radicalismo e da ignorância.

A Maçonaria sempre se colocou a favor da liberdade, contrária a qualquer tipo de opressão que sonegue ao ser humano o direito de pensar. Jamais pode ser radical, pois a virtude mora no meio, no bom senso, na equidade e isonomia. Mas, como exige de seus adeptos uma vida de constante exercício de cavar masmorras aos vícios e erguer templos às virtudes, ela sabe que o maior ensinamento que os maçons possam oferecer reside no exemplo oferecido por cada pedreiro livre, que não se esquece da polimento da pedra bruta que somos e da necessidade de erigirmos nosso templo interior. É aí que valorizamos o entendimento de Cícero: Sou livre porque sou escravo da lei! “Andar na lei” é difícil, fácil é andar fora dela. O maçom sabe que uma vida digna equivale a um templo erguido à virtude e que somente terá vencido suas paixões quando houver aprendido a respeitar e a amar cada ser humano, nunca se acovardando quando tiver de exigir de qualquer um o cumprimento da lei. Principalmente diante da covardia de maiorias que procuram esmagar impiedosamente as minorias, ou fanáticos que usam métodos covardes para valerem suas condutas.

A Maçonaria combate a hipocrisia, o fanatismo, a intolerância. E combate esses males procurando conduzir os homens ao entendimento, única forma de se conseguir a paz permanente, pregando a misericórdia para com os vencidos. Para nossa Ordem, o vencedor deve ser sempre a humanidade. Portanto, todos os maçons são concitados a uma conduta de vida capaz de levar consolo a quem sofre, a comida a quem tem fome, o agasalho a quem tem frio, uma toalha macia para enxugar as lágrimas de nossos semelhantes, a levar o conhecimento a quem o deseja. Sabe a nossa Instituição que quanto mais se propagar a luz, menor será a ser o espaço a ser ocupado pela trevas. Com isso poderemos nos guiar mais seguramente na direção do GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO, luz irradiante que será o próprio caminho do amor, da fraternidade e da tolerância per omnia secula seculorum!

Não somos – e estamos longe de sermos – uma confraria de anjos, arcanjos ou querubins. Simplesmente homens buscando a prática do bem sem olhar a quem, sem alarde, sem soar a trombeta. Uma faculdade na escola da vida, onde temos o privilégio de podermos conhecer a fé, a esperança e a caridade, sem necessidade de apegarmos a alguma religião ou seita. Conseguimos o que muitos acham impossível, ou seja, a reunião de homens de todas as crenças, unidos pelo laço da irmandade, pelo pensamento uníssono de que pela boa obra, se conhece o bom pedreiro. Enquanto algumas religiões se dizem donas da verdade, nós estamos à busca dela sem querermos ser seu dono. Não nos interessa a transmutação dos metais, não nos interessa interferirmos na fé alheia. O que nos interessa é o exercício da caridade, pois sabemos que sem ela não há salvação. Não existe fé sem caridade, sem esperança e sem amor. A fé nos põe em contato com o criador, na sintonia de emissor e receptor. Somente palavras ou pensamentos não nos põe em sintonia com Ele, pois se assim fosse, os fariseus que praticavam com grande pontualidade os ritos prescritos e a grande importância aos estudos das Escrituras, não teriam sido convidados a deixarem o templo, mencionados pelos Evangelhos como hipócritas e orgulhosos.

Podemos concluir sem medo de errar, que só a maldade e a desinformação são capazes de rotular a Maçonaria como contrária a fé. O comportamento digno que nossa Ordem impõem a seus membros honrará, certamente, a qualquer profissão de fé religiosa, pois cada um de nós tem o direito de professar e praticar sua religião no mundo profano. Garante a Constituição brasileira que é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de cultos e as suas liturgias. Em Templo Maçônico deixamos do lado de fora as diferenças religiosas e passamos à pratica comum da igualdade, liberdade e fraternidade. Oh! Como é bom agradável viverem unidos os irmãos.

Os rótulos nem sempre garantem o conteúdo. Por isso, nosso Templo Interior é que deve permanecer sempre limpo, livre da sujeira que as iniquidades provocam, iluminado pelo verdadeiro amor, sempre nos permitindo lembrar que o nosso conhecimento é apenas uma gota diante de um oceano de coisas que ignoramos. Ensina-nos a Maçonaria que o GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO é uma fonte perene de amor, sempre pronto a permitir o soerguimento de qualquer um que queira se levantar. Como Ele saberá, a qualquer tempo, separar o joio do trigo, nós, os maçons, somos sempre recomendados a produzir mais trigo, mais trigo, mais trigo...

Este trabalho foi baseado em artigos de autoria do maçom Pedro campos de Miranda – Loja Maçônica Spinosa 181 – com emendas do maçom Carlos Augusto Camargo da Silva – Loja Maçônica Estrêla Caldense de Poços de Caldas/MG


Fonte:
Loja Maçônica Estrêla Caldense de Poços de Caldas/MG

De quem são as Peneiras da Sabedoria?

Dos Maçons, dos Católicos, dos Evangélicos, dos Umbandistas ou de Sócrates?

O Teste da Três Peneiras é um misto de lenda com lição de sabedoria. Nele uma determinada pessoa pretende contar a seu superior algo de que não tem muita certeza, não é necessário e nem bom. Até aqui tudo normal, uma vez que muitas fábulas têm valor moral inquestionável. A curiosidade vem do fato que muitos, com dogmas nitidamente distintos, fazem uso desta mesma história. Entre estes se encontram a Maçonaria, a Igreja Católica, Os Adventistas do Sétimo Dia e Os Umbandistas, que a contam com pequenas variações, mas sempre com mesmo o ensinamento.

Ao menos pelo que se sabe, o verdadeiro pai da lenda é Sócrates (469-399 AC), o filósofo grego. Pena não sabermos se ela é uma invenção ou se, de fato ocorreu.

Reproduzo abaixo as várias versões que encontrei, tendo o cuidado de indicar a fonte para que você possa comprovar a veracidade dos fatos.

Em tempo, deixo uma pergunta: Se grupos tão distintos de pessoas, guiados por dogmas algumas vezes diametralmente opostos, tentam fortalecer um mesmo preceito moral, será que esses grupos são realmente distintos? Será que há motivos reais para os ataques e desavenças?


A versão da Maçonaria

As Peneiras De Hiram
Encontrada em: ARLS Theobaldo Varoli Filho No 2699

Meia-noite em ponto! Mais uma jornada na construção do Templo terminara. Cansado por mais um dia, Mestre Hiram recostou-se sob o frescor do Ébano para o tão merecido descanso. Eis que, subindo em sua direção, aproxima-se seu Mestre Construtor predileto, que lhe diz:
– Mestre Hiram... Vou lhe contar o que disseram do segundo Mestre Construtor...
Hiram com sua infinita sabedoria responde:
– Calma, meu Mestre predileto; antes de me contares algo que possa ter relevância, já fizeste passar a informação pelas “Três Peneiras da Sabedoria?”.
– Peneiras da Sabedoria??? Não me foram mostradas, respondeu o predileto!
– Sim... Meu Mestre! Só não te ensinei, porque não era chegado o momento; porém, escuta-me com atenção: tudo quanto te disserem de outrem, passe antes pelas peneiras da sabedoria e na primeira, que é a da VERDADE, eu te pergunto: tens certeza de que o que te contaram é realmente a verdade?
Meio sem jeito, o Mestre respondeu:
– Bom, não tenho certeza realmente, só sei que me contaram...
Hiram continua:
– Então, se não tens certeza, a informação vazou pelos furos da primeira peneira e repousa na segunda, que é a peneira da BONDADE. E eu te pergunto: é alguma coisa que gostarias que dissessem de ti?
– De maneira alguma Mestre Hiram... Claro que não!
– Então a tua estória acaba de passar pelos furos da segunda peneira e caiu nas cruzetas da terceira e última; e te faço a derradeira pergunta: achas mesmo necessário passar adiante essa estória sobre teu Irmão e Companheiro?
– Realmente Mestre Hiram, pensando com a luz da razão, não há necessidade...
– Então ela acaba de vazar os furos da terceira peneira, perdendo-se na imensa terra. Não sobrou nada para contar.
– Entendi poderoso Mestre Hiram. Doravante somente boas palavras terão caminho em minha boca.
– És agora um Mestre completo. Volta a teu povo e constrói teus Templos, pois terminaste teu aprendizado. Porém, lembra-te sempre: as abelhas, construtoras do Grande Arquiteto do Universo, nas imundícies dos charcos, buscam apenas flores para suas laboriosas obras, enquanto as nojentas moscas, buscam em corpos sadios as Chagas e feridas para se manterem vivas.


A versão da Católica

“Antes de falar de alguém faça o teste das três peneiras”
Encontrada em: Oficina de Emoções

Chegou um novo pároco na paróquia de Santo Agostinho. Logo no primeiro dia Dona Flora, foi na sacristia falar com o padre.
- Padre o senhor nem imagina o que me contaram a respeito do João...
Nem chegou a terminar a frase, porque o padre interrompeu:
- Espere um pouco Dona Flora, o que a senhora vai me contar já passou pelas três peneiras?
- Peneiras? Que peneiras padre?
- A primeira é da verdade. Tem certeza que esse fato é absolutamente verdadeiro?
- Não, como posso? O que sei é o que me contaram, mas eu acho que...
- Então sua história já vazou pela primeira peneira. Vamos à Segunda, a da bondade. O que a senhora vai me contar é alguma coisa que a senhora gostaria de que os outros dissessem a seu respeito?
- Claro que não! Deus me livre!
- Então essa história já vazou pela Segunda peneira. Vamos a terceira que é da necessidade. A senhora acha mesmo necessário contar-me esse fato ou mesmo passá-lo adiante?
- Não padre, não tem necessidade contar.
Dona Flora deixou a sacristia muito envergonhada.
Antes de falar de alguém faça o teste das três peneiras, se o fato vazar por uma delas é melhor silenciar.

A Versão Umbandista
As Peneiras De Hiram
Encontrada em: Jornal Pai Benedito de Aruanda

Seis horas da tarde em ponto!
Mais uma jornada na construção do Templo terminara.
Cansado por mais um dia de trabalho, Mestre Hiram recostou-se sob o frescor do Ébano para tão merecido descanso.
Eis que, subindo em sai direção, aproxima-se seu primeiro Mestre Construtor predileto, que lhe diz:
-Mestre Hiram... Vou lhe contar o que disseram do segundo Mestre Construtor... Hiram com sua infinita serenidade e sabedoria responde:
- Calma, meu primeiro Mestre predileto, antes de contares algo que possa ter relevância, já fizeste passar a informação pelas "Três Peneiras da Sabedoria?"
- Peneiras da Sabedoria??? Não me foram mostradas, respondeu o predileto!
- Sim... Meu Mestre Predileto! Só não te ensinei, porque não era chegado o momento; porém, escuta-me com atenção: Tudo quanto te disseram de outrem, passe antes pelas peneiras da Sabedoria.
Na primeira que é a Verdade, eu te pergunto:
- Tens certeza de que o que te contaram é realmente verdade?
Meio sem jeito o Mestre predileto respondeu:
- Bom, não tenho certeza realmente, só sei que me contaram... Hiram continua:
- Então, se participou da conversa e não tens certeza, a informação vazou pelos furos da primeira peneira e repousa na segunda, que é a peneira da Bondade.
E eu te pergunto:
- É alguma coisa que gostarias que dissessem de ti?
- De maneira alguma Mestre Hiram... Claro que não!
- Então tua estória acaba de passar pelos furos da segunda peneira e caiu nas cruzetas da terceira e última peneira, e te faço a derradeira pergunta:
-Achas mesmo necessário passar a diante essa estória sobre teu Irmão e Companheiro?
- Realmente Mestre Hiram, pensando com a luz da razão, não há necessidade...
- Então ela acaba de vazar os furos da terceira peneira, perdendo-se na imensa terra.
Não sobrou nada para contar.
- Entendi poderoso Mestre Hiram.
Doravante somente a Verdade, com o coração cheio de Bondade e sob a Luz da Razão, boas palavras terão caminho em minha boca.
- És agora um Mestre completo.
Volta ao seio de tua família e ao teu povo e constrói teus Templos, pois terminaste teu aprendizado.
Porém, lembra-te sempre: as abelhas, construtoras do Grande Pai Celestial, nas imundices dos charcos, buscam apenas as flores para suas laboriosas obras, enquanto as nojentas moscas buscam em corpos sadios as chagas e feridas para se manterem vivas.
Autor: Emídio Alberto Mendes
Itirapina – SP

A Versão Adventista do Sétimo Dia
As três peneiras
Encontrada em: Adventistas do Sétimo Dia

Conta-se que, um dia, um amigo foi procurar Sócrates, o célebre filósofo grego, desejando contar-lhe uma “coisa” sobre a vida de um outro amigo comum.
Quero te contar algo sobre o nosso amigo Andréas que vai te deixar boquiaberto.
Espera – interrompeu o filósofo. Passaste isso que vais me contar pelas três peneiras?
Três peneiras? – indagou o interlocutor – Que três peneiras?
Primeira peneira: a "coisa" que vai me contar é verdadeira?
Eu assim creio, pois me foi contada por alguém de confiança – respondeu o amigo.
Bem, alguém te disse... Vejamos a Segunda peneira: a "coisa" que tu pretendes me contar é boa?
O outro hesitou, titubeou e respondeu:
Não exatamente.
Sócrates continuou sua inquisição:
Isso começa a me esclarecer, verifiquemos a terceira peneira, que é a prova final: o que tu tinhas a intenção de me contar é de utilidade tanto para mim como para nosso amigo Andréas, e para ti mesmo?
Não, não e não.
Então, meu caro – disse Sócrates – a "coisa" que tu pretendias me contar não é certamente verdadeira, nem boa, nem útil. Assim, não tenho a intenção de conhecê-la e aconselho-te que não procures veiculá-la.
A cada dia, somos alvos de pessoas com grande desejo de contar-nos "coisas" a respeito dos outros. Devemos procurar fazer o "teste das três peneiras".
1. É verdade? 2. É bom? 3. É útil?
Caso negativo, devemos simplesmente evitar que sejamos parte integrante nas bisbilhotices e mexericos de pessoas ávidas de novidades sobre a vida alheia.