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Os artigos listados abaixo são os mais populares deste blog. A ordem foi definida à partir das estatísticas de acessos.

  1. Maçonaria na Internet
  2. O Verdadeiro Segredo Maçônico
  3. Análise Simbólica e Histórica do Frontispício do Manual do Aprendiz
  4. Carta de um profano a outro
  5. Fotos de Templos Maçônicos Ingleses
  6. És Maçom? (uma fábula)
  7. Lista de Maçons Famosos - Internacional
  8. A Maçonaria em Cuba
  9. Obreiros de verdade.
  10. Tolerância
  11. A Maçonaria nos jornais, em Portugal.
  12. Literatura Maçônica Basilar (indicação de site)
  13. Links Maçônicos de Todo o Mundo
  14. O Império Maçônico
  15. Sobre a Maçonaria
  16. A Ordem DeMolay
  17. "A Loja dos Espíritos"
  18. Arquitetos do Poder
  19. Jesus: Maçom?
  20. A Pluralidade de Ritos Maçônicos no Brasil

Maçom – Cidadão Ideal

Por Valdemar Sansão


Quando pediram a Aristóteles um código moral por onde pautar a vida, ele disse: "Não posso dar-lhe um código; observe os homens melhores e mais sábios que você encontrar e imite-os"!

Entende-se por lei maçônica, em sentimento amplo, a Constituição & Regulamento Geral, além dos denominados landmarks (em número de 25, que são as mais antigas leis que regem a Maçonaria Universal) e por Atos normativos maçônicos aqueles representados por Regimentos Internos de Lojas e dos Tribunais Maçônicos, bem como por Decreto Maçônico.

As leis maçônicas são de ordem moral e estão restritas à Instituição. Assim sendo, devem cingir-se, estritamente, à ritualística e a liturgia,sem gerar conflitos – vale dizer – sem colidir com a boa hermenêutica das leis civis.

A Constituição da República Federativa do Brasil, institui um Estado Democrático e a Maçonaria acolhe seu preâmbulo em seus PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS, definidos na abertura do Ritual do Aprendiz.

Trata-se de um preâmbulo maravilhoso pela riqueza conceitual de seu conteúdo que merece todo elogio, especialmente na vivência do cidadão Maçom, no desempenho de seus deveres que devem manifestar profunda reverência para com a Ordem e alta consideração para com a Loja.

Aparecem bem claros os valores supremos proclamados no papel e que precisamos professar com a nossa vida de homens livres e de bons costumes, conscientes de que somos a própria alma da Maçonaria. Ela tem a missão de educar, desenvolver e prosperar a humanidade, e é dita progressista. Combate, ainda, o vício, a tirania, a injustiça social e pretende libertar o homem.

Na abertura das nossas reuniões, o nosso Ritual faz alusão a uma das muitas definições do que seja, ou signifique a Maçonaria, explicando o seu objetivo, o qual explicita: "Tornar feliz a humanidade pelo exemplo, pelo amor, pelo aperfeiçoamento dos costumes, pela tolerância, pela igualdade e pelo respeito à autoridade e a crença de cada um".


Buscando e rebuscando o que temos diante de nós, dentro de nós, só é necessário que façamos cumprir na plenitude o que já temos. Em vez de observarmos e buscarmos fora, temos de observar e buscar dentro.

A Maçonaria tem, como um dos objetivos primeiros, a missão de levar à humanidade a felicidade real, pelo exemplo daqueles que fazem a Maçonaria, pelos seus integrantes. Ainda estamos engatinhando na construção desses objetivos. Precisamos de dirigentes que estejam imbuídos do espírito democrático e o transmitam especialmente com ações eficazes. Se não derem
de saída, o bom exemplo, invalidarão o exercício do que se prega e na prática vai gorar certamente. Virtudes se ensinam mais pelos exemplos, que pelas palavras.

"Lutar pelo princípio da Eqüidade, dando a cada um o que for justo, de acordo com sua capacidade, obras e méritos".

Sem essa prática não existe, não existirá razão de nos filiarmos à Instituição, destinada a assegurar o exercício dos direitos, da liberdade, da igualdade e justiça como valores supremos. Embora esses direitos sejam descurados, às vezes ignorados, maltratados, e longe de ser praticados
por grande parte de nós e principalmente a partir das classes chamadas intelectualizadas, dirigentes, etc, aparecem com destaque, porque são a razão fundamental das demais prerrogativas anunciadas no Preâmbulo.

Na verdade, há muito o que fazer. É preciso, apenas, idéias e boa vontade de elevar a Ordem e assistir e valorizar o Maçom. Um Maçom bem formado e motivado só precisa de uma alavanca e um ponto para fazer este mundo melhor.

A Maçonaria preocupa-se com o analfabetismo, a violência, a superstição, a
insegurança, a má distribuição de rendas, aonde o grande lucro vai para quem somente movimenta o dinheiro, dentre tantos outros. E busca soluções na raiz dos problemas, naquilo que provocam estes efeitos, estas causas.

LIBERDADE - Em seus enunciados a Maçonaria realça o direito do homem à Liberdade, sem a qual o ser humano deixa de o ser e perde até a razão de existir. Infelizmente muito se fala em liberdade e quanto mais se fala, menos ela existe.

Para ser alcançada a liberdade, está entre os clamores de nosso povo a Segurança, sem a qual é impossível funcionar a liberdade. Hoje não se pode sair de casa tranqüilamente, até podemos, mas retornaremos vivos e sadios?

Se inexiste a segurança como pode haver liberdade? Existe sim, profundo mal-estar,agravado ainda pela inércia, ou seja, a falta de ação, de atitudes corretas, de atividade das autoridades.

Se os requisitos básicos da liberdade estão em déficit, ou, sua existência é precária como pode haver dignidade da pessoa humana?

IGUALDADE – Um valor sumamente exaltado, desde a revolução Francesa, uma revolução de burguesia e não do povo, como muitos pensam. Quanta tinta derramada no papel, páginas, versos e versos, e as maravilhosas pregações de todos os iluminados que caminharam entre nós, pregando o amor e a reconciliação entre os povos, em todas as religiões; Quanto sangue derramado em nome da liberdade e da igualdade. A Maçonaria reconhece que todos os homens nasceram iguais e as únicas distinções que admite são o mérito, o talento, a sabedoria, a virtude e o trabalho.

A igualdade segundo temos constatado não existe nem em potência, nem em valor, nem em dimensão, nem em duração. O que existe e persiste, é que queremos ser diferentes e divulgamos sermos iguais, quando somos sujeitos a comparações diferentes.

Para ficarmos num único exemplo de "desigualdade" e garantia do direito de cada um ao critério de igualdade, retidão, equanimidade e principalmente justiça, seria aceitável que o Tribunal Eleitoral através dos órgãos oficiais de comunicação, (Boletins e Revistas oficiais) publicassem antes do pleito eleitoral em lugar de destaque as fotos, os currículos vitae, endereços, telefones e o PROGRAMA ADMINISTRATIVO ou de trabalho (Plataforma) de todos os candidatos aos cargos eletivos para que fosse garantida aos eleitores o direito de fazer seu julgamento e prestigiar o mais apto. Assim os eleitos seriam, realmente, aqueles que mais conhecimento possuam, que mais espiritualidade tenham demonstrado e que sintam e se comprometam com deveres e responsabilidades. E teriam a chance de escolher melhor. Isso, por acaso tem sido feito? Nem mesmo o acesso ao endereço do eleitor é facultado a todos os candidatos.

A "Saúde, Força e União" depende somente da abnegação e desprendimento. Mas ninguém dá o primeiro passo. Há medo de perder o "espaço conquistado"!

Sei que não conseguiríamos esse ideal porque tudo depende da aprovação e da boa vontade das cúpulas às quais estamos subordinados. Talvez, um dia, nossos dirigentes resolvam dar uma demonstração de eqüidade, reconhecendo igualmente o direito de cada um, vencendo suas paixões e submetendo suas vontades.

Isto poderá fortalecer a Democracia e a Maçonaria, dando um passo a frente no quesito Igualdade, e assim fariam jus serem chamados de "construtores da humanidade", "limpos e puros" e até de "sagrados".


Justiça – muitos nem gostam de ouvir esta palavra, que incomoda, que para eles tem som de subversiva ou aparenta conotação negativa.

No denso nevoeiro

"Intelectuais de boa formação, pessoas com
preparo suficiente para ser lúcidas, parecem
cegas à realidade e querem nos convencer
de que este país nunca esteve tão bem"


O momento nacional nos dá a impressão aflitiva de estarmos envolvidos num denso nevoeiro, sem enxergar com clareza, por cima de um atoleiro de perplexidade no qual vamos afundando. Muitos dos que não sabem da missa a metade mas pagam o dinheiro que forra o bolso dos espertos e compra a dignidade dos desprivilegiados seguem seu cotidiano como condenados à forca da alienação. Com formadores de opinião dizendo que ética não importa, que governar ou fazer política é, afinal, coisa pouco higiênica, que partido honesto não vence eleições, mas, "se abrindo as comportas", tudo muda de figura, o jeito de fugir ao desânimo seria mudar de canal, botar fora o jornal logo depois de ler cultura e necrológio e cuidar só da própria vida; dane-se o país. Mas a gente insiste na esperança, vai ver nos jornais:

"A política é um terreno pantanoso, a ética é de conveniência. Se o fim é nobre, os fins justificam os meios", afirmou um desses famosos que, só por isso, já formam opinião de muita gente. "O que eu acho inaceitável é roubar. Eu acho que o mensalão é do jogo político, não é roubo (...). Mas sanguessuga é roubo. Deveriam ser fuzilados."

Fuzilados, pode ser um exagero: sanguessugas talvez sejam absolvidos (se julgados) e dos mensaleiros ninguém fala mais. Foram liberados para se candidatar a cargos públicos, muitos estão praticamente reeleitos. Que mundo este nosso.

Intelectuais de boa formação, pessoas com preparo suficiente para ser lúcidas, parecem cegas à realidade, arrastando velhas ideologias com cheiro de naftalina, que desmoronaram em outras partes mas aqui persistem. Querem nos convencer de que este país nunca esteve tão bem e até serve de modelo para o resto do mundo. Está quase perfeito em saúde pública, por exemplo, tem uma economia crescente e outras maravilhas. Quando a economia mundial não for mais tão favorável, poderemos ainda alardear isso do Brasil, um dos países que menos crescem no mundo?

O casamento infeliz de corrupção com cumplicidade e a resultante crise de autoridade na vida pública (com reflexos em toda a sociedade, inclusive na família) trazem à tona a questão da moralidade. (Não estou usando, de propósito, a palavra ética: a pobre anda humilhada demais.) Não se confunda moralidade com moralismo, que é filho da hipocrisia. Moralidade faz parte da decência humana fundamental. Dispensa teorias, mas é a base de qualquer convívio e ordem social. Embora não necessariamente escrita, está contida também nas leis tão mal cumpridas do país. Todos a conhecem em seus traços mais largos, alguns a praticam.

Moralidade é compostura. É exercer autoridade externa fundamentada em autoridade moral. É fiscalizar rigorosamente o cumprimento das leis sem ser policialesco. É respeitar as regras sem ser uma alma subalterna. Moralidade pode ser difícil num país onde o desregramento impera. Exige grande coragem dizer não quando a tentação (de roubar, de enganar, ou de compactuar com tudo isso) nos assedia de todos os lados, também de cima. Num governo, é o oposto do assistencialismo, que dá alguns trocados aos despossuídos, em lugar de emprego e educação, que lhes devolveriam a dignidade. É lutar pelo bem comum, perseguindo e escancarando a verdade mesmo que contrarie grandes e vários interesses.

Mas, aqui entre nós, de momento a imoralidade tudo contamina como um vírus ativo num corpo frágil. Um conhecido autor de novelas se confessou surpreso porque os telespectadores torcem pelos personagens cafajestes, que dão ibope, e os honrados passaram a ser os "malas". Possivelmente, a inconfiabilidade de pessoas que deveriam estar nos dando apoio nos priva do estímulo para viver segundo alguns valores. Mas onde estão esses valores? Onde estão a justiça e a ordem? Que mundo estamos legando a nossos filhos e netos? Que tipo de vida estamos aceitando? A das cidades comandadas por organizações criminosas, a do campo ameaçado e assaltado, a das ruas inseguras, das casas trancadas, da cultura medíocre e das vidas desperdiçadas? Seremos todos assim, precisamos ser assim, não teremos discernimento nem força suficientes para mudar?

Se o moralismo é detestável, a moralidade nos falta: é bom levar isso muito a sério, e tratar de recuperá-la, urgentemente, talvez com o voto mais lúcido dos nossos anos de democracia – pois o preço de sermos o alegre país da malandragem consentida poderá ser alto demais.

Fonte: Revista Veja - Autora: Lya Luft
Lya Luft, a quem não conheço a não ser pelo que ela escreve na revista, bem que poderia ser nomeada porta-voz honorária do pensamento maçônico. Poucas vezes, vi escreverem com tamanha simplicidade o verdadeiro, o justo e o perfeito.

A "Carta à Nação" da CMSB

A Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil, durante sua XXXV Assembléia Geral Ordinária, realizada em Foz do Iguaçu (PR), devido o momento político vivido pelo país, decidiu pela elaboração e divulgação de uma carta à nação.

A CARTA

"A Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil - constituída das 27 Grandes Lojas Maçônicas do Brasil - reunida no período de 7 a 12 de julho de 2006, na cidade de Foz do Iguaçu - no Estado do Paraná, por ocasião da realização de sua XXXV Assembléia Geral, preocupada com o estado de perplexidade e confusão da sociedade brasileira, diante de uma seqüência interminável de escândalos que envolvem a dilapidação do patrimônio público, onde sanguessugas, mensaleiros e os mais diversos tipos de assaltantes dos cofres públicos, muitos ainda livres e soltos, e que continuam a escarnecer daqueles que são honestos, enquanto os poderes constituídos se quedam inertes, conflituosos entre si, porquanto o Executivo legisla abusivamente através de medidas provisórias, valendo-se delas o Legislativo para manter suas pautas obstruídas, com isto retardando a elaboração legislativa e edição de leis que digam com os reais interesses do Povo e da Nação, ao tempo em que o Judiciário, alegando excesso de feitos que lhe são submetidos, retarda a prestação jurisdicional em verdadeira denegação de Justiça,

"Proclama
a imediata necessidade que se retorne ao eixo de equilíbrio entre as Estruturas da República, para que se restabeleça o bem estar do povo brasileiro. Que as eleições gerais que se avizinham sejam momento propício para realizar-se uma expressiva limpeza no quadro político nacional, restaurando-se o respeito à coisa pública, através do voto depositado em nomes capazes de ouvir e atender o clamor público, tudo sem exclusão das medidas administrativas e judiciais que visem exemplar punição dos responsáveis.

Registre-se que, por conta deste estado de coisas, faltam recursos para a educação, saúde e segurança pública, recuperação e construção de estradas, proteção do meio ambiente e dos recursos naturais, e tantos outros bens que a Nação reclama e almeja.

Finalmente, conclama o povo brasileiro para uma jornada cívica de saneamento da vida pública e a retomada do verdadeiro sentido de cidadania, com absoluto respeito à coisa pública, às leis, e aos mais altos interesses do Brasil".

Juvêncio da Fonseca lê em Plenário carta da Maçonaria à Nação

O senador Juvêncio da Fonseca (PSDB-MS) leu, da tribuna, nesta quarta-feira (2), a "Carta à Nação" divulgada pela Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil, em que os maçons demonstram preocupação "com o estado de perplexidade e confusão da sociedade brasileira diante de uma seqüência interminável de escândalos que envolvem a dilapidação do patrimônio público".

A carta foi elaborada durante a 35 ª Assembléia Geral da confederação, realizada no dia 12 de julho em Foz do Iguassu (PR). A entidade congrega as 27 grandes lojas maçônicas do Brasil - uma em cada estado brasileiro, além do Distrito Federal.

A "Carta à Nação", lida por Juvêncio da Fonseca, menciona os "sanguessugas", os "mensaleiros" e "os mais diversos tipos de assaltantes dos cofres públicos", acrescentando que muitos ainda estão "livres e soltos, e que continuam a escarnecer daqueles que são honestos". Diante disso, os maçons lembram as eleições de outubro, afirmando que serão "o momento propício para realizar uma expressiva limpeza no quadro político nacional, restaurando-se o respeito à coisa pública através do voto depositado em nomes capazes de ouvir e atender ao clamor público".

A Maçonaria cobra ainda em sua "Carta à Nação", mais investimentos em saúde, educação e segurança pública e na proteção ao meio ambiente e condena o excesso de medidas provisórias editadas pelo Poder Executivo.

Juvêncio da Fonseca ressaltou o papel da Maçonaria no país, lembrando que a entidade participou de acontecimentos expressivos da história brasileira, como a Independência, a Proclamação da República e a Inconfidência Mineira. A Maçonaria, acrescentou, "esteve presente em todos os momentos importantes da história universal".

Arthur Virgílio
O Senador também registrou nesta semana a divulgação, pela Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil, da "Carta à Nação", em que os maçons demonstram preocupação "com o estado de perplexidade e confusão da sociedade brasileira diante de uma seqüência interminável de escândalos que envolvem a dilapidação do patrimônio público".

A carta foi elaborada durante a 35 ª Assembléia Geral da confederação, realizada no dia 12 de julho em Foz do Iguassu (PR). A entidade congrega as 27 grandes lojas maçônicas do Brasil - uma em cada estado brasileiro, além do Distrito Federal. O comunicado menciona os "sanguessugas", os "mensaleiros" e "os mais diversos tipos de assaltantes dos cofres públicos", acrescentando que muitos ainda estão "livres e soltos, e que continuam a escarnecer daqueles que são honestos".

Augusto Castro / Repórter da Agência Senado
Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Na Imprensa

O texto abaixo é mera transcrição da matéria publicada no Jornal Gazeta de Ribeirão. O autor do blog não endossa nem questiona as informações nele contidas. O objetivo é simplesmente reportar o que considero uma tendência ascendente. É anacrônico o pé fincado de uma grande parcela dos filósofos da ordem contra a participação feminina. Afinal, “Liberté, Egalité, Fraternité” são conceitos que não se ampliam aos gêneros?

Maçonaria para Mulheres

Primeira experiência em Ribeirão deve ser aberta até o final do ano; casais estão em treinamento na capital.

Até o final deste ano Ribeirão Preto deve ter a sua primeira loja maçônica mista. Ainda sem local definido para a construção, a loja deve receber inicialmente cerca de 30 pessoas.

Há cerca de quatro anos um estudo vem sendo feito na cidade e cinco casais já participam de cursos de iniciação em São Paulo. "São estes casais que ficarão responsáveis pelos trabalhos de iniciação de outros integrantes", afirma uma das responsáveis em Ribeirão, Márcia Christine Bueno Domiciano, de 32 anos.

De acordo com ela, o ideal é que as mulheres participem da maçonaria acompanhadas pelos maridos para que a família seja fortalecida. No entanto, nada impede que mulheres solteiras também façam partes dos encontros.

Márcia acredita que na cidade existem hoje cerca de 30 lojas maçônicas masculinas. "A loja mista é necessária justamente pelo comportamento da cidade. A presença da mulher é vista como uma evolução. Não existe diferença nas ideologias e nem na filosofia", diz ela.

Segundo o mestre Ivan Gonzaga, um levantamento de possíveis locais para a instalação da loja já está sendo feito na cidade.

O prédio precisa ser adaptado e deve começar a funcionar logo no final deste ano.

Para ser um maçom é preciso ter sensibilidade para interpretar a filosofia, ter situação financeira definida (que seus nomes não estejam com restrições), não ter sofrido condenações ou processos criminais e possuir um bom convívio em família e em sociedade.

"É importante acreditar também em um ser supremo que é Deus. A maçonaria é uma sociedade filosófica, filantrópica, iniciática, educativa e progressiva. Nossa maior missão é a busca pelo aperfeiçoamento moral e intelectual", explica o mestre.

De acordo com Gonzaga, através do amor, a maçonaria procura a melhora de seus integrantes para depois devolvê-los para a sociedade.

A maçonaria mista surgiu no Brasil em 1919, no Rio de Janeiro. Hoje, já são mais de 500 lojas em todo o país.

"Infelizmente o preconceito ainda existe. Muitas pessoas, principalmente os mais radicais, criticam as lojas mistas", afirma Gonzaga.

A estrutura maçônica
Cada loja maçônica funciona como uma determinada oficina. Todas são células autônomas, iguais em direitos e honras e independentes entre si. Existem dois tipos das conhecidas oficinas: as lojas e os triângulos.

A loja é composta por no mínimo sete maçons perfeitos e não tem um limite máximo de membros. Já o triângulo tem três maçons perfeitos, pelo menos, e seis integrantes, no máximo.

Quando o sétimo membro chega ao triângulo, este passa a ser loja. Uma loja maçônica completa tem dez funcionários.

O venerável ou presidente preside os trabalhos e faz a orientação. O primeiro vigilante dirige os trabalhos dos companheiros e vela pela disciplina local. O orador é o encarregado de fazer a síntese dos trabalhos e deles extrair as conclusões. (Gazeta de Ribeirão)

Homens são contra
De um modo geral, quando se fala em maçonaria a primeira idéia que vem á mente é de um ordem masculina. De modo semelhante às confrarias, às ordens religioso-militares e a outras instituições, ao longo de vários séculos esse conceito tem incitado a imaginação de amantes do ocultismo e ainda hoje, para muitos, tem a exclusividade masculina.

Por telefone, a reportagem da Gazeta conversou com um representante maçom de Ribeirão Preto que não quis ser identificado. Questionado sobre a instalação da loja mista na cidade ele ficou irritado.

"Isso não pode acontecer. Nossa ordem não admite mulheres", disse o maçom. Segundo ele, a maçonaria, desde os seus primórdios sempre foi voltada para os homens e nunca admitiu o acesso de mulheres. (Gazeta de Ribeirão)

Rui Barbosa foi Maçom
Pessoas ilustres da história mundial fizeram parte da ordem maçônica. Na Europa, os nomes mais conhecidos foram os dos filósofos Voltaire, Goethe e Lessing.

Entre os músicos, a maçonaria também era praticada por Mozart e Beethoven e ainda militares como Frederico e o Grande Napoleão.

No Brasil, o nome mais conhecido é o de Dom Pedro I que lutou pela Independência do país e os maçons garantem que ele sempre foi apoiado pela ordem.

Outros nomes conhecidos são os de José Bonifácio, Duque de Caxias, Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto, Campos Sales, Nilo Peçanha, Prudente de Morais, Wenceslau Braz e Rui Barbosa entre outros.

Na América, todos os libertadores foram maçons. Washington nos Estados Unidos, Miranda, o padre da Liberdade sul-maericana e ainda Bolivar e Benito Juarez.

Fonte:Gazeta de Ribeirão, Autora: Lívia Cerezoli

Queres Segredos da Maçonaria?

Então leia o que Fernando Pessoa, um dos maiores poetas da história da língua portuguesa, escreveu sobre o Segredo Maçônico.

Pedras Evoluídas

O Sol nasce e ilumina as pedras evoluídas,
Que cresceram com a força de pedreiros suicidas.
Cavaleiros circulam vigiando as pessoas,
Não importa se são ruins, nem importa se são boas.

Chico Science, cantor pernambucano falecido em 1997. (Uma pedra “evoluída”?)