Fotos de Templos Maçônicos Ingleses


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Links Maçônicos de Todo o Mundo

Se você deseja saber como é a maçonaria em outros países do mundo poderá se divertir muito no site Masonic Links by the Tousands, a coleção é impressionante. Ao todo, hoje, eles contam com 1436 links.

Estatísticas Maçônicas

Para que gosta de números o site International Masonic Statistics & Graphs (Estatística e Gráficos Maçônicos Internacionais) é uma boa pedida. A Página, logo após um texto incicial apresenta o gráfico abaixo que contém o percetual da população de cada pais faz parte da ordem.
Há tabelas que descrevem o número de maçons, a população total e o percentual de um em relação ao outro. Você poderá constatar que o pais mais macônico do mundo é a Escócia, com 2,93% da população pertencendo à ordém. Vêm na sequência a Irlanda, com 0,7%, a Inglaterra e os EUA, com 0,7%.

Há dentro do site dois outros links bastante interessantes. O primeiro diz respeitos a dados estatísticos sobre a maçonaria nos EUA e é fartamente ilustrado com gráficos e tabelas divididos por estados e demonstrando a evolução histórica. O segundo link traz, com a mesma riqueza de detalhes, estatísticas sobre a Maçonaria Prince Hall.

Quem foi Albert Mackey?

Retrato de Albert Gallatin MackeyAlguns autores e obras são citados constantemente na maioria dos livros pela sua importância cronológica e, mais ainda, pela contribuição imprescindível que deram na organização de nossa instituição. Poderíamos mencionar os trabalhos eternos de Joseph Paul Oswald Wirth, Robert Freke Gould, George Kloss, William Hutchinson, René Guénon, Wilhelm Begemann, Eliphas Levy, Alec Mellor e tantos outros não menos importantes. Trataremos aqui, de maneira breve, da obra de Albert Gallatin Mackey, possivelmente, o mais citado de todos os autores, fato este que se deve a especificamente um de seus legados.

O americano Albert Gallatin Mackey talvez tenha sido o mais importante historiador e jurista maçônico que aquela nação já produziu. Segundo seus próprios compatriotas, até hoje não se avaliou adequadamente as conseqüência que seus trabalhos tiveram sobre a maçonaria, não só americana, mas também de todo o mundo.

Dos Irmãos Americanos que conquistaram fama internacional no mundo maçônico, vários foram escritores cujos trabalhos ajudaram na formação e na extensão da luz maçônica, dentre estes nenhum escreveu tão volumosamente como o fez Mackey.

Nascido em 12 de março de 1807 na cidade de Charleston no estado americano da Carolina do Sul, Albert Mackey graduou-se com honras na faculdade de medicina daquela cidade em 1834. Praticou sua profissão por vinte anos, após o que dedicou quase que completamente sua vida à obra maçônica.
Recebeu o grau 33, o último grau do Rito Escocês Antigo e Aceito, e tornou-se membro do Supremo Conselho onde serviu como Secretario-Geral durante anos. Foi nesta época que ele manteve uma estreita associação com outro famoso maçom a americano, Albert Pike.

Participou como membro ativo de muitas lojas, inclusive a legendária “Solomon's Lodge No. 1,” (http://www.solomonslodge.org/main.htm), fundada em 1734, que é, ainda hoje, a mais famosa e mais antiga loja operando continuamente na América do Norte. Ocupou inúmeros cargos de destaque nos mais altos postos da hierarquia maçônica de seu país.

Pessoalmente o Dr. Mackey foi considerado encantador por um círculo grande de amigos íntimos. Seu comportamento representava bem o que, entre os americanos, é chamado de cortesia sulista. Sempre que se interessava por um assunto era muito animado em sua discussão, até mesmo eloqüente. Generoso, honesto, leal, sincero, ele mereceu bem os elogios e qualificações que recebeu de inúmeros maçons de destaque.

Um revisor da obra de Mackey disse que, como autor de literatura e ciência maçônica, ele trabalhou mais que qualquer outro na América ou na Europa. Em 1845 ele publicou seu primeiro trabalho, intitulado Um Léxico de Maçonaria, depois disto seguiram-se: “The True Mystic Tie” 1851; The Ahiman Rezon of South Carolina,1852; Principles of Masonic Law, 1856; Book of the Chapter, 1858; Text-Book of Masonic Jurisprudence, 1859; History of Freemasonry in South Carolina, 1861; Manuel of the Lodge, 1862; Cryptic Masonry, 1867; Symbolism of Freemasonry, and Masonic Ritual, 1869; Encyclopedia of Freemasonry, 1874; and Masonic Parliamentary Law 1875.

Mackey esteve até o fim da vida envolvido com a produção de conhecimento maçônico. Além dos livros citados ele contribuiu com freqüência para diversos periódicos e também foi editor de alguns. Por fim, publicou uma monumental “History of Freemasonry”, que possui sete volumes. Um testemunho da importância e popularidade que os livros escritos por Mackey têm é o fato de que muitos deles são editados até hoje e estão à venda em livrarias, inclusive pela Internet. No Brasil, por exemplo, é possível encontrar pelo preço aproximado de R$54,00 um exemplar de “History of Freemasonry” (http://www.sodiler.com.br/index.cfm). No site da livraria Amazon (www.amazom.com), tida como a maior da Internet, é possível adquirir 26 edições diferentes quando se procura livros usando como referência as palavras Albert Mackey. Para quem tem habilidade de leitura em inglês, é possível ler um livro inteiro de Mackey disponível na internet. O título "Symbolism of Freemasonry” ou o Simbolismo na Maçonaria, de 364 páginas, que pode ser encontrado no seguinte link: http://www.hti.umich.edu/cgi/t/text/text-idx?c=moa;idno=AHK6822. Dos muitos trabalhos que o Dr. Mackey legou à posteridade, um julgamento quase universal identifica a “Encyclopedia of Freemasonry” como a obra de maior importância. Anteriormente a publicação deste livro não havia nenhum de igual teor e extensão em qualquer parte do mundo. Esta obra teve muitas edições e foi revisada várias vezes por outros autores maçônicos.

A contribuição de Mackey para o pensamento e leis maçônicas, produto de sua mente clara e precisa, é tida como de fundamental importância. Praticamente toda a legislação maçônica fundamental é hoje interpretada com base em alguns de seus escritos. É verdade que algumas de suas obras contêm enganos, mas o conjunto é de extremo valor e, em particular, um trabalho tem especial destaque no mundo todo. A compilação feita por ele dos marcos ou referenciais básicos da maçonaria é adotada como fundamento em vários ritos e obediências. Estamos falando aqui dos tão mencionados e conhecidos “Landmarks”.


A primeira vez em que se fez menção à palavra Landmark em Maçonaria foi nos Regulamentos Gerais compilados em 1720 por George Payne, durante o seu segundo mandato como Grão-Mestre da Grande Loja de Londres, e adotados em 1721, como lei orgânica e terceira parte integrante das Constituições dos Maçons Livres, a conhecida Constituição de Anderson, que, em sua prescrição 39, assim, estabelecia:
"XXXIX - Cada Grande Loja anual tem inerente poder e autoridade para modificar este Regulamento ou redigir um novo em benefício desta Fraternidade, contanto que sejam mantidos invariáveis os antigos Landmarks..."

A tradução da palavra Landmark do inglês para o português resulta no substantivo "marco", que, caso consultemos o dicionário Aurélio, tem o seguinte significado: marco [De marca.] S. m. 1. Sinal de demarcação, ordinariamente de pedra ou de granito oblongo, que se põe nos limites territoriais. [Cf. baliza (1).] 2. Coluna, pirâmide, cilindro, etc., de granito ou mármore, para assinalar um local ou acontecimento: o marco da fundação da cidade. 3. Qualquer acidente natural que se aproveita para sinal de demarcação. 4. Fig. Fronteira, limite: os marcos do conhecimento.

Estas definições exemplificam bem o contexto no qual o termo Landmark é utilizado, além de fazer uma referência quase explícita às origens operativas da maçonaria, quem já construiu algo em alvenaria sabe que a fixação dos marcos é um dos primeiros momentos da obra e um passo fundamental para a sua execução. Sem marcos bem estabelecidos fica muito difícil a obra ser bem executada.

Os Landmarks, que podem ser considerados uma "constituição maçônica não escrita", longe de serem uma questão pacífica, se constituem numa das mais controvertidas demandas da Maçonaria, um problema de difícil solução para a Maçonaria Especulativa. Há grandes divergências entre os estudiosos e pesquisadores maçônicos acerca das definições e nomenclatura dos Landmarks. Existem várias e várias classificações de Landmarks, cada uma com um número variado deles, que vai de 3 até 54. Virgilio A. Lasca, em "Princípios Fundamentales de la Orden e los Verdaderos Landmarks", menciona uma relação de quinze compilações.

As Potências Maçônicas latino-americanas, via de regra, adotam a classificação de vinte e cinco Landmarks compilada por Albert Gallatin Mackey. Deve-se a isto a frequência com que o Mackey é mencionado também entre nós.

Segundo estudiosos do assunto, a compilação de Mackey teve sucesso por que conseguiu ir ao passado e trazer as tradições e costumes imemoriais à prática maçônica moderna. Este trabalho estabeleceu a ordem em meio ao caos, fornecendo um ponto de partida para os juristas e legisladores maçônicos que o seguiram.

Fato é que o grande trabalho de Mackey em jurisprudência, e mesmo o que se estende além dos Landmarks ou da jurisprudência, sobreviveu ao teste do tempo. Ainda hoje ele é freqüentemente citado como uma autoridade final. Suas contribuições tiveram, e ainda tem, um efeito profundo e permeiam grande parte do pensamento maçônico moderno. Ao criar sua obra, este autor, estava na realidade criando os marcos sobre os quais foi possível edificar grande parte do conhecimento maçônico que se produziu posteriormente.

Albert Gallatin Mackey passou ao oriente eterno em Fortress Monroe, Virgínia, em 20 de junho de 1881, aos 74 anos. Foi enterrado em Washington em 26 de junho, tendo recebido as mais altas honras por parte de diversos Ritos e Ordens. Hoje existe nos Estados Unidos uma condecoração, a “Albert Gallatin Mackey Medal” , que é a mais alta condecoração concedida a alguém que muito tenha contribuído para a causa maçônica.

Bibliografia:
Este trabalho foi elaborado tendo como base a bibliografia listada abaixo, sendo que dela foram retirados as idéias centrais, referências e inclusive transcrições literais.
1-Publicação da Aug.'. Resp.'. Loj.'. Simb.'. São Paulo nº 43. (http://www.lojasaopaulo43.com.br/publicacoes.php)
2-Publicação da Gran.'. Loj.'.Maç.'.do Estado da Paraíba. (http://www.grandeloja-pb.org.br/legis_landmarks.htm)
3-The Grand Lodge of Free and Accepted Masons of the State of California (http://www.freemason.org/mased/stb/stbtitle/stb1936/stb-1936-02.txt)

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Tolerância: O eterno aprendizado.

Um sujeito estava colocando flores no túmulo de um parente, quando vê um chinês colocando um prato de arroz na lápide ao lado.Ele se vira para o chinês e pergunta:

- Desculpe, mas o senhor acha mesmo que o defunto virá comer o arroz?

E o chinês responde:

- Sim, logo depois que o seu vier cheirar as flores!

Moral da História:

"Respeitar as opções do outro, em qualquer aspecto, é uma das maiores virtudes que um ser humano pode ter. As pessoas são diferentes, agem diferente e pensam diferente."Portanto, não julgue.. Apenas tente compreender...


Liberdade, Igualdade, Fraternidade!

Para não esquecer! (Hitler e a Maçonaria)




Felisberto S. Rodrigues, M.I. M.R.A
Publicado na revista maçônica “Engenho & Arte” n° 10 de outubro de 2002, editor João Guilherme C. Ribeiro










O Irmão Harry Mendoza, Past Master da Loja Quatuor Coronati nº 2076, a primeira Loja de pesquisas do mundo, escreveu um livro precioso em 1995, chamado Serendipity1. Toda vez que o folheio, lembro-me do Felisberto, principalmente por causa do que os editores escreveram na apresentação do livro:

“Quase todas as Lojas Maçônicas no mundo têm um nome e um número. Na Inglaterra, há aproximadamente 9.000 Lojas, além de 3.300 Capítulos do Arco Real. A intenção deste livro era descobrir as origens da identidade das Lojas através de seus estandartes. Entretanto, tornou-se logo evidente que, em muitos casos, o emblema do estandarte era o mesmo que aparecia na insígnia usada pela Loja, que também aparecia nos Chamamentos2 e nos alfinetes de lapela dos seus Past Masters.3

Muitas Lojas têm uma divisa, a grande maioria em Latim, mas algumas também em francês e galês. Algumas têm conotação óbvia com o nome da pessoa ou organização que deu nome à Loja, enquanto outras são bem mais intrigantes.

Assim, aquilo que havia começado como um livro sobre estandartes de Lojas tornou-se um de descobertas e tesouros insuspeitados. O título, Serendipity, espelha o que o leitor sentirá ao mergulhar neste livro – alegria das descobertas inesperadas.”

Assim era o Felisberto, sempre descobrindo fatos e coisas. E dividindo com os Irmãos, como era bem de seu jeito.

Há quase dez anos atrás, na plenitude de seu entusiasmo, fuçando que encontrava sobre Maçonaria, nosso Felisberto não se detinha diante de qualquer obstáculo. Se estivesse em português, ele ira confrontar para tirar suas próprias conclusões. Se estivesse em idioma estrangeiro, espanhol, italiano ou francês, lá ia ele pacientemente fazendo sua tradução, anotando minuciosamente os termos mais complexos.

Um dia, ele apareceu com o artigo que se segue, que aqui reproduzimos para fazer justiça aos perseguidos e sacrificados Maçons alemães.

Na revista Gênesis, editada pela Grande Logia de Espana (http://www.granlogia.info/pagina/index2.htm), havia uma história tão interessante que resolvi trazer para vocês, traduzida livremente e acrescentada de alguns comentários necessários. Aqui vai:

No início de 1934, logo após a ascensão de Adolf Hitler ao poder, ficou claro que a maçonaria alemã corria o risco de desaparecer.

E breve, a maçonaria alemã, que conhecera dias gloriosos e que tivera, em suas colunas, os mais ilustres filhos da pátria alemã, com Goethe, Schiller e Lessingn, veria esmagado o espírito da liberdade sob o pretexto de impor a ordem e uma estúpida supremacia racial.

Quanto retrocesso desde que Friedrich Wilhelm III, Rei da Prússia, em 1822, impediu que os esbirros reacionários da Santa Aliança de Metternich4 fechassem as Lojas Maçônicas, declarando peremptoriamente que poderia descrever os Franco-Maçons prussianos, com toda a honestidade, como sendo os melhores dentre os seus súditos...5

As Lojas alemãs, na terceira década do século XX, estavam jurisdicionadas a onze Grande Lojas, divididas em duas tendências.

O primeiro grupo, de tendência humanista, seguindo os antigos costumes ingleses, tinha como base a tolerância, valorizando o candidato por seus méritos e não levando em consideração sua crença religiosa.

Constava de sete Grandes Lojas, a saber: Grande Loja de Hamburgo; GrandeLoja Nacional da Saxônia, em Dresden: Grande Loja do Sol, de Bayreuth; GrandeLoja-Mãe da União Eclética dos Franco-Maçons, em Frankfurt; Grande Loja Concórdia, em Darmstadt; Grande Loja Corrente Fraternal Alemã, em Leipzig; e, finalmente, a Grande Loja Simbólica da Alemanha.

O segundo grupo consistia das três antigas Lojas prussianas, que faziam a exigência de que os candidatos fossem cristãos. Havia ainda a Grande Loja União Maçônica do Sol Nascente, não considerada regular, mas que também tinha tendências humanistas e pacifistas.

Voltando a 1934, a Grande Loja Alemã do Sol se deu conta do grave perigo que iria enfrentar. Inevitavelmente, os maçons alemães estavam partindo para a clandestinidade, devido à radicalização política e ao nacionalismo exacerbado. Muitos adormeceram e alguns romperam com a tradição, formando uma espúria Franco-Maçonaria Nacional Alemã Cristã, sem qualquer conexão com o restante da Franco-Maçonaria. Declaravam eles abandonarem a idéia da universalidade maçônica e rejeitar a ideologia pacifista, que consideravam como demonstração de fraqueza e como uma degeneração fisiológica contrária aos interesses do estado!

Os maçons que persistiram em seus ideais precisaram encontrar um novo meio de identificação que não o óbvio Compasso & Esquadro, seguramente um risco de vida.



Há uma pequenina flor azul que é conhecida, em muitos idiomas, pela mesma expressão: não-me-esqueças – o miosótis. Entenderam, nossos irmãos alemães, que esse novo emblema não atrairia a atenção dos nazistas, então a ponto de fechar-lhes as Lojas e confiscar-lhes as propriedades.




O Miosótis
Vergissmeinnicht, em alemão; forget-me-not, em inglês; forglemmigef em dinamarquês; ne m’oubliez pás, em francês; non-ti-scordar-di-me, em italiano; não-te-esqueças-de-mim, em português. Diz a lenda que Deus assim chamou a florzinha porque ela não conseguia recorda-se do próprio nome. O nome miosótis (Myosotis palustris) significa orelha de camundongo, por causa do formato das pétalas.

O folclore europeu atribui poderes mágicos ao miosótis, como o de abrir as portas invisíveis dos tesouros do mundo. O tamanho reduzido das flores parece sugerir que a humildade e a união estão acima dos interesses materiais, porque é notada principalmente quando, em conjunto, forma buquês no jardim.

Segundo conta o irmão Mendoza, de acordo com uma velha tradição romântica alemã, o nome da flor está relacionado às últimas palavras de um cavaleiro errante que, ao tentar alcançar a flor para sua dama, caíra no rio, com sua pesada armadura e afogara-se.

Outra história contada por ele diz que Adão, ao dar nomes às plantas do Jardim do Éden, não viu a pequena flor azul. Mais tarde, percorrendo o jardim para saber se os nomes tinham sido aceitos, chamou-as pelo nome. Elas curvaram-se cortesmente e sussurravam sua aprovação. Mas uma voz delicada a seus pés perguntou:
“- E eu, Adão, qual o meu nome?”

Impressionada com a beleza singela da flor e para compensar seu esquecimento, Adão falou:
“ – Como eu me esqueci de você antes, digo que vou chama-la de modo a nunca mais esquecê-la. Seu nome será não-te-esqueças-de-mim.”

Através de todo o período negro do nazismo, a pequenina flor azul identificava um Irmão. Nas cidades e até mesmo nos campos de concentração, o miosótis adornava a lapela daqueles que se recusavam a permitir que a Luz se extinguisse.6

O miosótis como símbolo foi objeto de um interessante estudo do irmão David G. Boyd, no Philaletes de abril de 1987. Ele conta, também, que muitos maçons recolheram e guardaram zelosamente jóias, paramentos e registros das Lojas, na esperança de dias melhores. O irmão Rudolf Martin Kaiser, VM da Loja Leopold zur Treue, de Karlsruhe, quebrou a jóia do Venerável Mestre em pequenos pedaços de tal modo que não pudesse ser reconhecida pela infame Gestapo.

Em 1945, o nazismo, com seu credo de ódio, preconceito e opressão, que exterminara, entre outros, também muitos maçons, era atirado no lixo da História. Nas fileiras vitoriosas que ajudaram a derrota-lo, estavam muitos maçons – ingleses, americanos, franceses, dinamarqueses, tchecos, poloneses, australianos, canadenses, neozelandeses e brasileiros. De monarcas, presidentes e comandantes aos mais humildes pracinhas.

Mas, entre os alemães, alguns velhos maçons também sobreviveram, seu sofrimento ajudando a redimir, de alguma forma, a memória da histeria coletiva nazista. Eles eram o penhor da consciência alemã, a demonstração de que a velha chama da civilização alemã continuara, embora com luz tênue, a brilhar durante a barbárie.

Em 14 de junho de 1954, a Grande Loja O Sol (Zur Sonne) foi reaberta, em Bayreuth, sob um ilustre irmão o Dr. Theo Vogel, núcleo da Grande Loja Unida da Alemanha (VGLvD, AF&AM -http://freimaurer.org/vgl/index.htm). Nesse momento, o miosótis foi aprovado como emblema oficial da primeira convenção anual, realizada por aqueles que conseguiram sobreviver aos anos amargos do obscurantismo. Nessa convenção, a flor foi adotada, oficialmente, como um emblema Maçônico, em honra àqueles valentes Irmãos que enfrentaram circunstâncias tão adversas.

Certamente, na platéia, estava o Venerável Mestre da Loja Leopold ZurTreue, agora nº 151, ostentando orgulhoso sua jóia recuperada e reconstituída, suas emendas de solda constituindo-se num testemunho mudo e comovente da história.

Finalmente, para coroar, quando Grão-Mestres de todo o mundo encontraram-se nos Estados Unidos, o Grão-Mestre da recém formada Grande Loja Unida da Alemanha7 presenteou a todos os representantes das Grandes Jurisdições ali presente com um pequeno miosótis para colocar na lapela.

O miosótis também é associado com as forças britânicas que serviram na Alemanha, em especial na região do Rio Reno, logo após a guerra. Há uma Loja, jurisdicionada à Grande Loja Unida da Inglaterra, a Forget-me-not Lodge nº 9035 (http://www.pglwilts.co.uk/page51.html), Ludgershall, Wiltshire, que adotou a flor como emblema. Foi formada especialmente para receber os militares ingleses que retornavam do serviço na Alemanha.

Foi assim que essa mimosa florzinha azul, tão despretensiosa, transformou-se num significativo emblema da Fraternidade – talvez hoje o mais usado pelos maçons alemães.

Ainda hoje, na maioria das Lojas germânicas, o alfinete de lapela com o miosótis é dado aos novos Mestres, ocasião em que se explica o seu significado para que se perpetue uma história de honra e amor frente à adversidade, um exemplo para as futuras gerações Maçônicas de todas as nações.


  1. Harry Mendoza, Serendipity, Lewis Masonic & Q.C.C. Sales London, 1995.
  2. No Brasil, acostumados às sessões semanais, muitos de nós desconhecem um antigo costume das Lojas Maçônicas dos países saxônicos, onde as reuniões são bem mais espaçadas. Desde os primórdios , os Irmãos eram avisados do próximo encontro por uma convocação, ou Summons, em inglês, alguns até muito elaborados. Entre nós, brasileiros, as Lojas tinham também seu mensageiro, muitas vezes um garoto adotado pela Loja, que ia de porta em porta avisar os Maçons do dia e hora das sessões. Aqui no Rio de Janeiro, em 1992, a Loja York reviveu essa prática. Da mesma forma, os Capítulos do Real Arco americano adotaram essa tradição em todo o Brasil, usando o Chamado ou Chamamento com muito sucesso.
  3. Os Past Masters ingleses têm o direito de usar na lapela, nas Sessões Maçônicas, uma jóia exclusiva de sua honrosa posição.
  4. KlemensWenzel Nepomuk Lothar, Príncipe de Metternich (1773-1859) foi a mais poderosa influência conservadora na Europa, após a queda de Napoleão I, em 1815. Querendo fazer voltar para trás os ponteiros do relógio, Metternich suprimiu com tal rigor os movimentos liberais e nacionalistas europeus que acabou por precipitar as grandes revoltas de 1848.
  5. Eugen Lennhoff, Die Freimaurer – The Freemasons, Lewis Masonic, edição em ingles, revisada, 1994.
  6. O uso do miosótis como identificação secreta pelos Maçons alemães foi contestado no Square Magazine de setembro de 1988 pelo irmão Cyril Batham, Past Master da Loja Quatuor Coronati nº 2076, mas, em que pese toda a autoridade do irmão Batham, ele apenas negou a autenticidade da história, sem, entretanto, apresentar os motivos da negativa. Além disso, há anos que a casa Ian Alan Regalia, especializada em paramentos maçônicos, exibe o miosótis em gravatas, alfinetes de lapela e pendantis, em prata, ouro e bijuteria. Por que o fariam, se o miosótis não fosse importante?
  7. Na formação da Grande Loja unida da Alemanha aparecem 3 das Grandes Lojas existentes antes da II Guerra Mundial: Grande Loja do Sol, em Bayreuth; Grande Loja de Hamburgo; Grande Loja de Hesse, em Frankfurt (antiga União Eclética); Grande Loja de Bremen; Grande Loja Unidade, em Baden-Baden; Grande Loja Nacional de Niedercachse, em Hanover; Grande Loja Nacional de Nordrhein-Westfalen, em Dusseldorf; Grande Loja Nacional de Schleswing-Holstein, em Luberck; e Grande Loja de Wurttemberg-Baden, em Stuttgart. De acordo com o Listo f Lodges, em 2001 contava com 14.000 irmãos distribuídos em 490 Lojas.

Maçonaria e Igreja - Passado e Presente.

1-Introdução

Embora não me considere a pessoa mais indicada para a desenvolvê-lo, julgo ser este um tema privilegiado para a elaboração de um trabalho, dado que provoca grande interesse tanto dentro como fora da Maçonaria.

Analisando a questão concluí que podemos partir de duas afirmações que parecem inquestionáveis, são elas:

  • A Maçonaria foi muito próxima da igreja e da religião;
  • Hoje a Maçonaria está muito distante das igrejas, mas, na grande maioria das lojas, ainda está próxima da religião.

Estas duas afirmações sugerem uma pergunta: -Por que este processo de distanciamento se deu?

Ao pesquisar o tema deparamo-nos facilmente com manifestações agressivas contra a Maçonaria emitidas por clérigos, religiosos e simpatizantes. Nestas circunstâncias nos ocorre uma segunda questão: -Qual o motivo desta agressividade para com a Maçonaria?

Foi com o objetivo obter alguma luz sobre estas duas questões que este trabalho foi escrito.


2-A Origem da Maçonaria: Próxima da Igreja

As referências
Qualquer um que tenha prestado mínima atenção aos ritos maçônicos perceberá com facilidade a grande quantidade de referências bíblicas contidas nestes. Ao se aprofundar um pouco o estudioso de assuntos maçônicos poderá verificar que aqueles que criaram os rituais certamente eram grandes conhecedores da Bíblia. Assim, a leitura da Bíblia é certamente uma forma de obter esclarecimentos sobre as origens de algumas referências muito constantes no meio maçônico. Alguns exemplos são os seguintes:

  • A expressão "a Maçonaria é viúva", ou os maçons são "os filhos da viúva", é derivada do fato de que Hirão era filho de uma viúva (1 Reis, 7,14).;
  • A nomenclatura dada às colunas pode ser encontrada nos livro dos Reis;
  • Em Mateus no capítulo 1 lê-se: Livro da geração de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão. Estudando a genealogia pode-se constatar que Jesus descende de Salomão, seria Ele a quadragésima geração de Abraão. O nome de uma das colunas aparece nesta seqüência genealógica como um dos antepassados de Salomão e Jesus.

Construindo Catedrais
Outra conhecida evidência de proximidade é a história da maçonaria operativa. Estes maçons foram os mestres e os operários construtores da Idade Média, associados em guildas, foram os verdadeiros artistas que ergueram as majestosas catedrais românicas e góticas, os grandes castelos e as fortificações, verdadeiros monumentos arquitetônicos que ainda hoje podem ser admirados em tantas cidades da Europa. Por conseguinte, tinham a Igreja Romana como sua principal cliente.

Templários
No livro "Born In Blood: The Lost Secrets of Masonry [Nascida em Sangue: Os Segredos Perdidos da Maçonaria]" o historiador John J. Robinson demonstra as relações de origem da Maçonaria entre "Os Pobres Cavaleiros de Cristo", que era como se autodenominavam os Templários, uma ordem militar eminentemente católica destinada a proteger os peregrinos que rumavam à Terra Santa. Relata também como esta ordem foi perseguida por reis e papas depois que amealhou grande riqueza.

Destas três relações de proximidade histórica podemos concluir que, com grande probabilidade, ou Maçonaria se originou do seio da Igreja ou dela recebeu enorme influência no seu início.


3-A visão das igrejas;

Católicos
A Igreja Católica tem uma longa história de manifestações oficiais condenando a Maçonaria. Desde o Papa Clemente XII, com a Constituição Apostólica de 1738, até nossos dias, a Igreja tem proibido aos fiéis a adesão à Maçonaria ou associações maçônicas. O Código de Direito Canônico de 1917 previa pena de excomunhão a quem ingressasse na Maçonaria. Após o Concílio Vaticano II, em 1963, houve quem levantasse a possibilidade de o católico, conservando a sua identidade, ingressar na Maçonaria. Para superar essa interrogação, um documento da Congregação para a Doutrina da Fé, com data 1983, esclarece que é vedado a todos católicos, eclesiásticos ou leigos, ingressarem nessa organização e quem o fizer, está "em estado de pecado grave e não pode aproximar-se da Sagrada Comunhão". O novo Código de Direito Canônico, também de 1983, assim se expressa: "Quem se inscreve em alguma associação que conspira contra a Igreja, seja punido com justa pena; e quem promove ou dirige uma dessas associações, seja punido com interdito" (cânon 1374). Vale destacar que a Maçonaria é considerada uma destas associações que conspiram contra a Igreja. Ao todo existem na história mais de 15 condenações oficiais.

Abaixo transcrevo parágrafo da Encíclica Dall´Alto Dell´Apostolico Seggio, do Papa Leão XIII sobre a Maçonaria na Itália, que representa o teor do pensamento católico no passado:

"Agora é desnecessário colocar as seitas Maçônicas em julgamento. Elas já estão julgadas; seus fins, seus meios, suas doutrinas, e sua ação, são todos conhecidos com indisputável certeza. Possuídos pelo espírito de Satanás, cujos instrumentos eles são, eles ardem como ele com um ódio mortal e implacável a Jesus Cristo e Sua obra; e eles se esforçam por todos os meios para derrubá-la e acorrentá-la".

Como manifestação individual recente de um eclesiástico católico poderíamos citar, entre vários outros autores de mesma origem que escrevem sobre a questão, Dom Boaventura Kloppenburg que, em sua obra "Igreja e Maçonaria: conciliação possível?" conclui no capítulo XI, que existe uma "frontal oposição de doutrinas" entre a Maçonaria e a Igreja católica, o que é motivo suficiente para a condenação da primeira.

Outras Igrejas
Pelo lado das igrejas evangélicas não há a unicidade de pensamento expressa pelo posicionamento de um poder central como o Vaticano. Estas igrejas, quando comparadas à Católica são muito fracionadas administrativamente e em sua visão teológica, além de possuírem um menor número de fiéis. No entanto, isto não impede que as frações mais organizadas manifestem-se formalmente acerca do assunto. Infelizmente, várias destas manifestações seguem a linha de pensamento dos católicos.

O padre Estevão Bettencourt em seu opúsculo "Por Que Não Sou Maçom?" relata detalhadamente que Metodistas Ingleses, Anglicanos, Luteranos americanos e cristãos ortodoxos possuem condenações oficialmente manifestadas à Maçonaria.

Manifestações de simpatizantes:
Se as igrejas, católica ou evangélicas, pelo menos em tempos mais recentes, apresentam um certo comedimento em suas condenações à Maçonaria, o mesmo não pode ser dito de seus seguidores e simpatizantes. Sejam estes de que origens forem, muitas vezes, demonstram-se fortemente agressivos e hostis à Maçonaria. A título de exemplo desta atitude reproduzimos abaixo algumas frases retiradas de "sites" mantidos por evangélicos e católicos na Internet:

  • "Maçonaria... uma religião muito mal disfarçada! O fato que nos interessa aqui é comprovar aos olhos de todos que a maçonaria é exatamente o que os seus adeptos negam. Ela é um grupo religioso com propósitos espirituais bem definidos e contrários à Palavra de DEUS." Instituto de Pesq. Teológicas (http://www.ipet.com.br/esot/mac_001.html);
  • "Fontes Satânicas Afirmam Que os Cavaleiros Templários Eram Satânicos! Mais Evidência Que a Maçonaria Também Seja Satânica!" (http://www.jesussite.com.br/acervo.asp?Id=179);
  • "O Sr.Fedeli informa-me que o Padre é membro da maçonaria ocidental, e que ambas as maçonarias estariam unidas nessa empreitada pois, assim como judeus e romanos uniram-se para crucificar o Cristo, agora também as forças maçônicas do oriente e do ocidente uniram-se movidas pelo interesse comum de impedir a vitória do ristianismo. " (http://www.olavodecarvalho.org/textos/fedeli4.htm)
  • Na "Scarants Home Page" (http://www.netpar.com.br/scarant/orare.htm) pode-se encontrar várias orações de renúncia a Maçonaria, uma entre as várias contidas no site é a seguinte: -"Pertenço" ao Senhor Jesus Cristo, corpo, alma espírito. Seu Sangue me protege de todo o mal. No nome de Jesus, confesso agora que tenho sido culpado do pecado de idolatria na Loja Maçônica (1Jo 1.9). Concordo com o Senhor, chamo a esse envolvimento de pecado, e peço-lhe para removê-lo completamente da minha e das vidas dos meus familiares". No mesmo site é possível ler um pequeno texto explicando: "O papel da Maçonaria na existência do 666", o número da Besta.


4-A visão da Maçonaria;

Depois de pesquisar, consegui obter muito pouco que represente especificamente uma posição pública e oficial da Maçonaria acerca da Igreja Católica ou das demais igrejas. Assim sendo, o que podemos mencionar são princípios gerais e postulados, iguais aos da Maçonaria Universal, respeitados por potências nacionais como o GOSP ou o GOB. Alguns destes referenciais parecem ser especialmente apropriados para orientar a posição nas controvérsias com igrejas e religiões. São eles, a Maçonaria:

  • Afirma que o sectarismo político, religioso ou racial é incompatível com a universalidade do espírito maçônico. Combate à ignorância, a superstição e a tirania;
  • Proclama que a tolerância constitui o princípio cardeal nas relações humanas;
  • Defende a plena liberdade de expressão do pensamento;
  • Supõe existência de um princípio criador, o Grande Arquiteto do Universo;
  • Proíbe a discussão ou controvérsias sobre matéria político partidária, religiosa ou racial, dentro dos templos ou fora deles, em seu nome;

Independente das posições públicas das instituições maçônicas acerca das igrejas e das questões religiosas, devemos reconhecer o fato de que as relações inamistosas com a Igreja Católica, pelo menos no Brasil, decorrem de atitudes agressivas de ambas as partes. Isto ocorre de longa data. Na época da questão religiosa e nos anos seguintes (1872-1880) os ataques ao clero eram constantes, violentos e publicados no Boletim Oficial do Grande Oriente do Brasil (diga-se, a bem da verdade, que, nesta época, os ataques do clero aos maçons não eram menos constantes).

Este tipo de relação não se ateve a ataques verbais. O livro "O crime do padre Sório: maçonaria e igreja católica no Rio Grande do Sul" conta a história do espancamento, castração e morte do padre Antônio Sório em 1900. As razões que motivaram o crime misturam-se ao violento enfrentamento entre a Igreja Católica e a Maçonaria ocorrido no Brasil e mais especialmente no Rio Grande do Sul, nos primeiros 30 anos do século XX. Em meio à problemática local de uma comunidade de imigrantes, essa tese demonstra as complicadas relações de poder estabelecidas entre a Maçonaria e os governos do Partido Republicano Riograndense entre 1893-1928. Nesse mesmo período a Igreja Católica no Rio Grande do Sul, passa por um processo de grande centralização e reforma. Todos estes fatores são estudados para buscar compreender como se estabeleceu o discurso mítico, formulado pelos padres palotinos, responsabilizando a Maçonaria pelo crime cometido contra o Padre Sório, quando esta responsabilidade nunca chegou a ser provada.

Opiniões individuais
Vários são os maçons que se manifestam publicamente acerca da Igreja e das relações desta com a Maçonaria. Curiosamente nenhuma destas manifestações de que tomei conhecimento tem um caráter virulento e hostil como aquele manifestado por alguns católicos e evangélicos. Normalmente não há agressão e o teor tende a ser descritivo (consubstanciado em fatos), opinativo e analítico.

Para ilustrar transcrevo abaixo parte de um texto de autoria de Renato Brenner Napoleão -M.'. I.'. Loja Atlântica N° 15 publicada no Jornal "O Templário" em abril de 1998:

"A CNBB há alguns anos vem realizando com a presença de bispos e sacerdotes, bem como um grupo de maçons convidados, estudo cujo assunto principal era saber se a doutrina católica, era ou é compatível com a doutrina maçônica. Após inúmeras discussões, que duraram anos, os maçons não conseguiram obter nenhuma declaração favorável à maçonaria. Sempre esbarraram nos cânones do Vaticano, em vigor até hoje. Na última reunião, realizada no dia 13/10/1997, o tema conciliabilidade entre maçonaria e igreja católica foi abandonado e foi agendado: o simbolismo dos três primeiros graus, com interpretação católica e interpretação maçônica. Por tudo o que já foi apresentado documentadamente, preferimos concordar com o Padre Jesus Hortal:
"Maçonaria e Igreja Católica são simplesmente inconciliáveis, com uma inconciliabilidade que não depende de conjunturas históricas, nem de ações particulares, mas que é intrínseca à própria natureza de ambas as instituições".".



5-Algumas razões das para divergências entre Maçonaria e as Igrejas.

O Conflito de Interesses: A História reporta que a Maçonaria no passado possuiu em seus quadros grande número de religiosos. O convívio deste com pessoas de outros credos e formas de pensamento representava uma fonte de influência sobre o pensamento e comportamento destes religiosos. Para evitar que isto continuasse se contrapondo aos interesses da Igreja "a partir do Papa Pio IX, alguns representantes da Igreja quiseram dar um basta na intromissão dos maçons nas irmandades religiosas e na influência que ela exercia nos próprios padres e através deles, na sociedade" e passaram a ter uma atitude ostensiva de distanciamento.
(http://www.ars.com.br/projetos/ibrasil/1999/textref/texto21.htm)


A Essência: Uma instituição que preconiza a liberdade religiosa, o respeito às divergências filosóficas, que defende a plena liberdade de expressão do pensamento, que proclama a tolerância como princípio cardeal nas relações humanas certamente em nada colabora com as pretensões de quaisquer religiões, que, via de regra, se proclamam como detentoras inquestionáveis da "única verdade aceita". Simultaneamente, ao defender o combate a ignorância, à superstição e à tirania a Maçonaria coloca-se em rota de colisão com quase todas as igrejas e religiões.

O Desconhecimento: o Pe. Valério Alberton afirma acerca de seu livro: "Realizei este trabalho também para cumprir com um elementaríssimo dever de justiça... De fato, esta reparação é uma necessidade, já que ataquei, não poucas vezes, a Maçonaria e os Maçons, sem muito conhecimento de causa e parcialmente, praticando injustiças e erros objetivos".
(http://www.atrolha.com.br/asp/trabalhos.asp?id=176)


6-Conclusão

O Ir.'. Fadel David Antonio Filho descreve em poucas linhas o que parece ser a síntese do pensamento de muitos maçons acerca desta questão: "a Maçonaria sempre foi um desses alvos prediletos de muitos ditadores, padres, bispos e pastores religiosos que enxergam em toda parte o perigo e o demônio. Vêem na Maçonaria o Anticristo, a seita demoníaca que luta contra suas posições pretensamente divinas. Na realidade, são posições autoritárias, medievais e mesquinhas. Afinal, a Maçonaria sempre lutou contra a tirania, pela liberdade do homem e contra os usurpadores, os medíocres e os fanáticos". (http://grandeloja-pb.org.br/letras_masonreligiao.htm)

De fato, concordando com o Ir.'. Fadel, devemos lembrar que a política de criar inimigos fictícios sempre foi usada pelos mais diversos lideres como forma de manter a aglutinação da massa de liderados. Assim sendo poderíamos dizer que a Maçonaria pode ser um "demônio ou inimigo útil" para as igrejas, que nela podem evidenciar um possível centro de atividades anticristãs a ser combatido.

Por outro lado, algumas características da filosofia maçônica, como já dito, tendem a provocar conflito com os crédulos de toda espécie. A tendência ao racionalismo, o combate à ignorância e às supertições colocam a maçonaria em posição antagônica às igrejas.

Por fim, infelizmente, enquanto a Maçonaria possuir um caráter de sociedade secreta, o que é parte de sua essência, ela será alvo de manifestações desinformadas, maldosas, preconceituosas e detratoras, independentemente daquilo que os maçons praticarem em loja ou fora dela.

Queres Segredos da Maçonaria?

Então leia o que Fernando Pessoa, um dos maiores poetas da história da língua portuguesa, escreveu sobre o Segredo Maçônico.

Pedras Evoluídas

O Sol nasce e ilumina as pedras evoluídas,
Que cresceram com a força de pedreiros suicidas.
Cavaleiros circulam vigiando as pessoas,
Não importa se são ruins, nem importa se são boas.

Chico Science, cantor pernambucano falecido em 1997. (Uma pedra “evoluída”?)