Jesus: Maçom?

Será que Jesus foi um Maçom? José Castellani explica.
Por J.Castellani

A imaginação
Emanuel foi o nome dado a Jesus ao vir ao mundo. Era um menino possuidor de alta inteligência, Q.I. bastante alto. Na ordem maçônica dos essênios só era permitido iniciar candidatos com idade mínima de dezessete anos: Emanuel, com doze anos de idade, procurou ingressar na Ordem Maçônica, mas como não era permitida Iniciação com aquela idade, os padres essênios levaram-no para educa-lo numa escola na Alexandria. Quando completou dezessete anos, Emanuel foi iniciado na Ordem Maçônica dos essênios. Os Maçons receberam nomes simbólicos em suas Iniciações, Elevações e Exaltações a depender do Ritual utilizado pela Loja. Emanuel, em sua Iniciação, recebeu o nome simbólico de Jesus que quer dizer JUSTO, e na Exaltação recebeu o nome simbólico de CRISTO, que significa PERFEITO. Até a idade de dezessete anos só era conhecido pelo seu nome profano, Emanuel. A Exaltação de Jesus ou seu ingresso no terceiro Grau, da Ordem Maçônica dos essênios ocorreu no dia vinte e cinco de dezembro do ano trinta. Os Reis Magos também eram maçons. Os seus nomes simbólicos eram: Gaspar, Melchior e Baltazar. Gaspar era Rei da Índia, Melchior, Rei do Egito, Baltazar, Rei da Babilônia. Eles estiveram presentes às solenidades de Exaltação de Emanuel. Emanuel nasceu em vinte e três de dezembro do ano um. Os Reis Magos não estiveram presentes no nascimento de Emanuel e sim em sua Exaltação na Ordem Maçônica. Jesus foi um grande maçom. Tudo foi tão JUSTO E PERFEITO com Jesus Cristo, que tornou-se muito mais conhecido na história da humanidade pelos seus nomes simbólicos --- Jesus, Cristo --- do que pelo seu nome profano, Emanuel. A Iniciação na Maçonaria dá-se no primeiro Grau, a Elevação no segundo Grau e a Exaltação no terceiro Grau. Já sabemos que no primeiro Grau, Emanuel recebeu o nome simbólico de Jesus e de Cristo no terceiro. O segundo Grau era também conhecido como o Grau de profeta. Nesse Grau Jesus recebeu o nome simbólico de Issa. (os grifos são meus)

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Jesus foi nosso Irmão, iniciado numa Loja essênia


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O primeiro texto está inserido no certificado de presença de uma Loja brasileira, sem que conste o nome de qualquer autor, ou bibliografia. O segundo texto fez parte de uma palestra feita por um antigo maçom. Asas à imaginação!

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A realidade histórica

Dificilmente são vistas tantas informações sem qualquer compromisso com a verdade histórica, que vive apenas de fatos e não de especulações. Alguns tópicos merecem uma análise mais profunda:
1. Emanuel foi o nome dado a Jesus ao vir ao mundo. Era um menino possuidor de alta inteligência. Q.I. bastante alto.
Comentário:
Inicialmente, cabe perguntar como é que se media o Q.I. há 2000 anos, já que essa prática é recente, do século XX. Em segundo lugar, é necessário esclarecer que Emanuel --- que, realmente, significa Deus conosco--- foi o título pelo qual o profeta Isaías chamou o Messias que viria, como se pode constatar em Isaías, 7 14 e em 8-8 e em Mateus 1 23:
O nome do Messias, na realidade, era mesmo Jesus, forma latina da palavra hebraica Ieshua, que significa Salvador. E existiram, na História hebraica, outros homens com esse nome: um Jesus, sumo sacerdote, depois do exílio na Babilônia (538 a.C.); um Jesus, chamado o Justo, louvado por Saulo (S. Paulo) como auxiliar no reino de Deus: e um Jesus, filho de Sirac, autor do Eclesiastes.

2. Na ordem maçônica dos essênios só era permitido iniciar candidatos com idade mínima de dezessete anos; Emanuel, com doze anos, procurou ingressar na Ordem Maçônica, mas como não era permitida iniciação naquela idade, os padres essênios levaram-no para educa-lo numa escola de Alexandria: quando completou dezessete anos, Emanuel foi iniciado na Ordem Maçônica dos essênios.
Comentário:
A maçonaria, mesmo que os místicos fantasistas e sem base histórica desejem o contrário, é uma ordem que surgiu na Idade Média. Não havia, portanto, maçonaria no início do Universo, na Pré-História, no Parque dos Dinossauros, no Paraíso, ou no início da era atual. Falar, portanto, em ordem maçônica dos essênios, é absoluta heresia histórica. Além de tudo, os essênios foram bem conhecidos, historicamente, graças a Flávio Josefo e Filon, historiadores contemporâneos de Jesus, os quais nos dão conta de que eles --- que nem são citados no Evangelho--- formavam uma comunidade de homens e mulheres, que levavam uma vida austera, praticavam o celibato e tinham os seus bens em comum. Nada, historicamente, autoriza a afirmação de que eles possuíam ritos iniciáticos para a sua seita, simplesmente contemplativa, e muito menos de que havia uma idade mínima --- 17 anos --- para a iniciação. De onde foi tirado isso? Existe, sim, a iniciação religiosa do menino e da menina judia --- o bar-mitsvá e o bat-mitsvá, respectivamente --- aos 13 anos de idade.
Os hebreus e --- a partir do exílio na Babilônia --- judeus, tinham de maneira geral, os seus sacerdotes, da tribo dos Levitas, os quais oficiavam os serviços do templo de Jerusalém. Mas os essênios, que não participavam dos serviços litúrgicos do templo, não possuíam sacerdotes (muito menos padres, que são sacerdotes católicos), segundo os historiadores, já citados, da época.
A afirmação de que Jesus foi levado, para ser educado numa escola de Alexandria, é altamente temerária, por incidir em improbabilidades. Em primeiro lugar, Alexandria foi fundada pelo macedônio Alexandre Magno, em 332 a.C., no Mediterrâneo, a 206 quilômetros do Cairo, e disputava, com Roma, o título de maior cidade do mundo, sendo um grande centro da cultura grega. Mas a Judéia era província romana, o que tornava, portanto, muito mais lógico e racional que alguém, de lá saindo, fosse estudar em Roma e não na Alexandria grega.
Em segundo lugar, muitos levantam dúvidas sobre a existência real de Jesus, que teria nascido no ano 749 de Roma, ou ano 4 antes da era atual. Porém, a sua existência histórica é amplamente aceita pela comunidade científica, por comparação do contexto político, religioso e social de sua vida com os documentos e as informações arqueológicas. Embora Flávio Josefo e os historiadores romanos Tácito e Suetônio não o mencionem, suas descrições dos locais, dos costumes e das pessoas da época confirmam os dados dos evangelhos, escritos por contemporâneos de Jesus. Existe, todavia, uma fase oculta em sua vida, a qual não é abordada nem por esses contemporâneos, por ser absolutamente desconhecida. Seu nascimento e infância são descritos nos evangelhos, principalmente no de Lucas, terminando no regresso da família a Nazaré, depois da fuga para o Egito. O período da vida oculta de Jesus compreende os anos passados em Nazaré, após o retorno do Egito, e, dele, os evangelistas apenas abordam o episódio da peregrinação a Jerusalém --- ao templo --- quando ele tinhadoze anos de idade. Depois disso, só há registro de sua vida pública, cerca de vinte anos depois, quando ele iniciou a sua pregação e a divulgação de suas idéias, como se pode ver no Evangelho segundo Mateus.
É exatamente esse período, por não ter nenhum relato --- por isso é chamado de vida oculta --- que é altamente explorado pelos fantasistas, cujas elucubrações não têm nenhum compromisso com a realidade. Assim, segundo alguns, Jesus teria estado no Tibete; ou, segundo outros, na Índia, onde, entre budistas, teria o nome de Jesse; ou, ainda, no Egito, ou......, ou......... . e até numa escola em Alexandria e na ordem maçônica dos essênios!!!

3. Emanuel, em sua iniciação, recebeu o nome simbólico de Jesus, que quer dizer Justo, e, na Exaltação, recebeu o nome simbólico de Cristo, que quer dizer Perfeito.
Comentário:
Como já foi visto, Ieshua (Jesus) significa Salvador, ou Deus é o seu auxílio. Existiu um outro Jesus, que foi cognominado o Justo --- não que o nome significasse Justo --- mas não se devem misturar alhos com bugalhos.Já a palavra Cristo é originária do grego Khristos, que é a tradução do termo hebraico Meshiakh, que significa Messias, ou Ungido. Não tem nada de justo e Perfeito. Parece que o texto do certificado quer ligar Jesus a essa expressão, que era típica dos canteiros --- operários que esquadrejavam a pedra de cantaria --- medievais e que chegou à moderna maçonaria. Entre os canteiros, um Zelador, ou Vigilante, media a horizontalidade da pedra, com o nível, enquanto o outro media a sua verticalidade com o prumo, anunciando, depois, ao proprietário (ou o master): tudo está justo e perfeito; isso era feito no início e no fim dos trabalhos, para surpreender possíveis sabotagens do trabalho, coisa comum, diante da rivalidade das organizações profissionais de canteiros, que eram muito requisitados e considerados, jáque, da perfeita forma cúbica das pedras, dependia a estabilidade das construções.

4. A exaltação de Jesus, ou seu ingresso no terceiro grau, da Ordem maçônica dos essênios ocorreu no dia 25 de dezembro do ano trinta.
Comentário:
Alguém deve ter visto a ata dessa sessão de Exaltação!
E por que falar de ano trinta, se o calendário atual estava longe de ser inventado? Por que não 3791 da era hebraica, já que os essênios eram judeus, como Jesus?
Fantasia, imaginação e mistificação! Seria bom que o desconhecido redator do texto conhecesse um pouco da História maçônica, para saber que o terceiro grau só foi introduzido no século XVIII e o segundo, no século XVII. E para saber que só se afirma alguma coisa à luz de documentos, ou de bibliografia fidedigna e não sonhando. Seria interessante conhecer, também, a situação político-religiosa da época de Jesus:
Desde a reconstrução do templo de Jerusalém, após o exílio na Babilônia --- 586 a 538 a.C. --- por Zorobabel, a vida religiosa em torno dele sempre foi muito intensa e vibrante, com a finalidade de preservar a pureza e a autenticidade das tradições hebraicas, constantemente ameaçadas pelos invasores. Existiam, todavia divergências teológicas e rivalidades políticas, que iriam originar três seitas, ou, na realidade, verdadeiros partidos de política religiosa: a dos saduceus, a dos fariseus e a dos essênios.
Os saduceus compunham o partido sacerdotal e dos poderosos, baseando toda a sua atividade na fidelidade intransigente aos texto da Torá --- os cinco primeiros livros bíblicos : Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio --- e lutando pela supremacia do povo eleito e pela grandeza espiritual do templo. Para os saduceus, somente as disposições legais e as crenças explícitas na Torá é que determinavam o rumo da fé de Israel. Daía sua extrema severidade nas leis penais e o fato de não aceitarem interpretações e especulações sobre o texto da lei, que teria sido recebida por Moisés, no monte Horeb, no Sinai. Por isso, eram adversários dos fariseus, que defendiam princípios não formulados, explicitamente, na Torá. Aferrados ao templo, os saduceus desapareceriam junto com ele, quando da destruição de Jerusalém, no ano 70 da era atual (3830 da era hebraica), pelas tropas romanas do imperador Tito, no dia 9 do mês av.
Os fariseus (do hebraico: perushin = separados), cuja importância havia crescido a partir do século II a.C., admitiam, além da tradição escrita da Torá, uma extensa tradição oral, que, segundo eles, autorizava, aos doutores da Lei, a interpretação do texto e a adaptação dele às diversas circunstâncias concretas da História. Compondo uma ordem religiosa, contemplativa e docente, os fariseus definiram as estruturas básicas do judaísmo, as quais iriam ser, em larga escala, absorvidas pelo cristianismo: a justiça de Deus e a liberdade do homem; a imortalidade pessoal: o julgamento após a morte; o paraíso, o purgatório e o inferno; a ressurreição dos mortos; o reinado de glória. Tais conceitos doutrinários seriam levados, ao cristianismo, por Saulo --- canonizado como São Paulo --- que se proclamava fariseu, filho de fariseus.
No primeiro século antes da era cristã, o movimento farisaico dividia-se em duas facções rivais: a de Shamai, rigorosa e intransigente na interpretação da Torá--- a ala extremista dos zelotes, que inspirou a revolta contra Roma era dessa facção --- e a de Hilel, o Velho, mais moderada. Quando o templo foi definitivamente destruído, foi a corrente de Hilel que manteve a unidade doutrinária do farisaísmo e que, por meio dele, proporcionou a sobrevivência do judaísmo. Com o conhecimento, que se possui, sobre a doutrina farisaica e sobre o aproveitamento desta pela Igreja, não se compreende o grosseiro conceito que se faz dos fariseus, o juízo pejorativo, geralmente injusto e que não considera a função fundamental que eles exerceram na vida religiosa judaica e, por extensão, na de toda a humanidade, através do aproveitamento de sua doutrina por outras religiões. O conceito pejorativo, que deles se faz, deve-se, fundamentalmente, à interpretação clerical dos Evangelhos, a qual os rotula como fanáticos e hipócritas, em geral, embora fanáticos e hipócritas existam em qualquer grupo religioso, ou seita.
Os essênios, embora sua atividade fosse descrita por Flávio Josefo e Filon, tornaram-se mais conhecidos a partir da descoberta dos manuscritos de Cumrán, ou manuscritos do Mar Morto. Eles formavam comunidades que praticavam um monaquismo, através do qual homens e mulheres, provindos de diversas regiões de Israel, agrupavam-se, para uma vida consagrada ao ideal de uma vida religiosa de isolamento, contemplação e silêncio. O ingresso na comunidade implicava o voto de viver, de acordo com os preceitos da Torá, uma existência de oração, pobreza, obediência e pureza, através da submissão à vontade de Deus. Isolados e quase enquistados, não participavam das atividades do templo, tendo pouca influência na vida religiosa judaica, embora alguns de seus hábitos, exclusivamente religiosos, tivessem sido aproveitados, chegando até àIgreja : preces e estudos em comum, preparando a alma para a eternidade; ressurreição dos mortos; purificação pela água; e a comunhão da confraria no vinho e no pão consagrados, origem da eucaristia. A comunidade dos essênios também iria desaparecer com a derrocada nacional, após a destruição de Jerusalém e do terceiro templo.

5. Emanuel nasceu a 23 de dezembro do ano um.
Comentário:
Eureka! Fez-se a luz! Ninguém, até hoje, sabia a data exata do nascimento de Jesus, nem mesmo os mais profundos estudiosos da História e da Arqueologia. Agora já se sabe, graças à sábia informação contida nesse folheto!
Sabe-se --- ou seria melhor dizer sabia-se? --- que a data de 25 de dezembro, para o nascimento de Jesus, é completamente fictícia e foi baseada no mitraismo persa, adotado pelos romanos. Como a noite de 24 para 25 de dezembro é a mais longa --- e, geralmente, a mais fria --- do ano, no hemisfério Norte, os adoradores do deus Mitra (o Sol), realizavam uma cerimônia , Natalis Invicti Solis(Nascimento do Sol Vitorioso), onde, durante a longa e fria noite, eram realizados cultos propiciatórios, pela volta da luz do Sol e do calor. O cristianismo, aproveitando essa cerimônia mitraica e assimilando Jesus àluz do mundo, fixou essa data, como se fosse a do nascimento de Jesus, já que não se sabe nem o dia e nem o ano em que isso ocorreu. Ou melhor, não se sabia!!!!

6. Gaspar era rei da Índia; Melchior, rei do Egito; Baltazar, rei da Babilônia.
Comentário:
Nada prova que os três personagens eram, realmente, reis, embora sejam tidos, popularmente, como tal. As Escrituras, em momento algum, fornecem informações suficientes para que se possa estabelecer qual é o país de cada um, destacando, apenas, que eram do Oriente. Até o número dos reis magos é motivo de controvérsia, pois já se falou em 3, 4, 5, 6 e até 12! O número de três se deveu à tradição, segundo a qual eles seapresentavam como representantes das três raças: branca, negra e amarela.
Os nomes pelos quais ficaram conhecidos também são duvidosos, pois resultam de uma tradição tardia e não da época em que os fatos teriam acontecido. E é mais provável que tais personagens fossem meros viajantes, com conhecimentos de ciências naturais e de astrologia. Quem disse que eles eram, respectivamente, reis da Índia, do Egito e da Babilônia? Da Babilônia, seria impossível! Depois do domínio persa, iniciado com Ciro, o Grande, em 539 a.C., a Babilônia conheceu o período helenístico, quando entrou em decadência, desaparecendo antes do início da era cristã. O termo babilôniasurge, no Novo Testamento, apenas de forma metafórica, para designar a Roma pagã, ou o próprio mundo. Como Baltazar poderia ser rei de um Estado desaparecido? E como Melchior poderia ser rei do Egito, se o Egito, desde 30 a.C., era província romana? E nem se fale da Índia, que, na época, estava tão dividida, que nem se poderia falar em um governo único. Conclusão: invenção!

7. O segundo grau era também conhecido como o grau de profeta. Nesse grau, Jesus recebeu o nome simbólico de Issa.
Comentário:
Abstraindo essa história fantástica de segundo grau, sem qualquer comprovação --- o segundo grau, na maçonaria, surgiria no final do século XVII --- a própria explicação sobre esse nome, a mais aceita, é, também, mera especulação: Issa teria sido o nome de Jesus, quando de sua permanência nos claustros do Tibete. Isso, obviamente, é mera suposição, embora Raul Silva, um místico sem bagagem histórica, em seu antigo livro Maçonaria Simbólica --- da editora ocultista Pensamento --- diga que um nosso irmão russo, de nome Nicktowysk, compulsando esses documentos da antiguidade, neles encontrou a permanência deJesus, durante anos, no convento do Tibete, sendo ali conhecido com o nome de profeta Issa. Só que ninguém sabe quem é Nicktowysk e tais documentos nunca foram exibidos, o que leva à conclusão de que se trata de mais uma farsa. Mais uma!
Acrescente-se, porém, que, para o Islã --- a religião fundada por Mohammed ibn Abdallah (Maomé), no século VI da era atual ---- Adão foi o primeiro profeta e Jesus, um dos profetas mais perfeitos. Daí a origem desse título, que nada tem a ver com o Tibete e nem com uma eventual e fantástica maçonaria dos essênios.

8. Os Reis Magos também eram maçons.
Comentário:
SEM COMENTÁRIOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!



Do livro, em preparo, Manias e Crendices, em nome da Maçonaria.

Relação de Ilustres Maçons (Especulativos) da Humanidade

pelo Ven.Irmão Ethiel Omar Cartes González
Loja Guatimozín 66
Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo (Brazil)


O objetivo desta relação é para dar a conhecer todos aqueles maçons que, em diferentes atividades, promoveram o desenvolvimento da Humanidade, ultrapassando as fronteiras da sua própria nação, e receber as homenagens e a admiração de todos nossos Irmãos. Aclaramos que nossa relação não está completa.


ALDRIN JR, EDWIN EUGENE (1930- ) - Astronauta norte-americano, membro da Loja Clear Lake No 1417, Texas, e dos Corpos do Rito Escocês. Na Lua, no Mar da Tranqüilidade, Aldrin fincou a bandeira com o emblema da Loja Azul, em 20 de julho de 1969 (Fonte: Who's who in America), edição 76/77)

ALLENDE GOSSENS, SALVADOR (1909-1973) - Presidente do Chile, neto do Dr. Ramón Allende Padín que foi o 7o Grão Mestre da Grande Loja do Chile. Salvador Allende foi Venerável Mestre da Loja Hiran No 65, Santiago.

ARANDA, PEDRO PABLO ABARCA DA BOLEA, Décimo Conde de (1718-1798) - Primeiro Ministro de Carlos III da Espanha. Foi iniciado na Prússia; primeiro Grão Mestre da Ordem na Espanha. Em 1765 foi eleito Grão Mestre da Grande Loja Mãe da Franco-Maçonaria Espanhola, emancipando-se da Grande Loja da Inglaterra. Iniciou Francisco de Miranda na Ordem.

BAILLY, JEAN SYLVAIN (1736-1793) - Astrônomo e político da Revolução Francesa. Membro da Loja Les Neuf Soeurs (As nove irmãs) em París.

BARTHOLDI, FREDERICO AUGUSTE (1834-1904) - Artista francés, escultor da Estátua da Liberdade, em Nova Iorque. Foi iniciado na Loja Alsace-Loraine, París, em 1875. Em 8 de setembro de 1884 mostra a estátua à seus irmãos antes de ser enviada para New York. O pedestal em que descansa a estátua foi erigido pela Grande Loja de New York.

BEAUMNOT, WILLIAM (1796-1853) - Médico norte-americano, criador da Fisiologia. Mestre da Loja Harmony, de Champlain, NY, em 1820. Membro da Mark Master Mason Lodge, de Plattsburg, New York.

BEETHOVEN, LUDWIG VAN (1770-1827) - Músico alemão. Conforme a revista Cadernos Maçônicos, publicada em fins de 1968 pela Grande Loja da França, Beethoven foi iniciado na Loja A Beneficência, em Viena, mas não existem documentos em arquivos. A Revista A Verdade (GLESP, São Paulo) de março de 1985 informa que foi iniciado em Bonn. Para a maioria dos estudiosos, Beethoven não foi maçom mas é reconhecida por todos a simpatia que ele tinha pela Ordem.

BERLIN, IRVING (1888-1989) - Músico norte-americano. Membro da Loja Munn No 190, New York.

BLASCO IBÁÑEZ, VICENTE (1867-1928) - Escritor e político espanhol. Era maçom dos mais ativos.

BLÜCHER, GERHARD LEBERRECHT VON (1742-1819) - Marechal alemão, decidiu a batalha de Waterloo contra Napoleão. Iniciado em 1782 na Loja pomerana Augusta Da Coroa de Ouro.

BOLÍVAR, SIMÓN (1783-1830) - Libertador de Venezuela, Colômbia, Equador e Perú. Há historiadores que dão a sua iniciação em Cádiz (1803); a Revista A Verdade de dezembro de 1980 confirma esta versão. A Revista Elite de Caracas, publicou em 1956 uma cópia fotostâtica de uma Ata de 11 de novembro de 1805 de uma Loja de Paris aumentando o grau do Irmão Simón Bolívar, documento obtido na Europa pelo escritor venezuelano Ramón Díaz Sánchez. Existe uma terceira versão segundo a qual sua iniciação e exaltação foram realizadas na Venezuela. Bolívar era colado no grau 33 do Supremo Conselho da Venezuela; foi Venerável Mestre da Loja Protetora das Virtudes, da Venezuela. Fundou a Loja Ordem e Liberdade N0 2 no Perú.

Apostasia maçônica de Bolívar : Existe uma confissão feita por Bolívar ao escritor maçônico Louis Peru de la Croix, oficial francês de seu exército, reconhecendo que, por simples curiosidade ingressou na maçonaria, tendo recebido o grau de Mestre em Paris, mas afastou-se posteriormente, ao verificar que "era uma associação ridícula, formada por fanáticos, mentirosos e bobos úteis, enganados". Em 25 de setembro de 1828 houve um atentado contra a vida de Bolívar, em Bogotá, e ele reage violenta e imediatamente fecha todas as associações secretas, inclusive a Maçonaria. Este ato significou seu rompimento definitivo com ela.

BONIFÁCIO DE ANDRADA E SILVA, JOSÉ (1763-1838) - Político brasileiro. 1o Grão Mestre do Grão Oriente do Brasil, que tinha 3 Lojas e que foi a primeira potência sul-americana criada em 1822.

BORN, IGNAZ VON (1742-1791) - Geólogo alemão. Venerável Mestre da Loja Zür Wahren Eintrach. Foi imortalizado no personagem de Sarastro na ópera maçônica A Flauta Mágica de Mozart.

BURNS, ROBERT (1759-1796) - Poeta escocês. Iniciado na Loja Saint James, da cidade de Tarbolton, filiando-se, posteriormente, à Loja David da mesma cidade. Casou-se com Jeane Armour, filha de um Mestre Maçom. O irmão Burns foi membro honorário da Loja Canongate Kilwinning No 2 de Edinburgo.

BYRD, RICHARD (1889-1957) - Almirante norte-americano, sendo o primeiro homem a sobrevoar os Pólos Norte e Sul, deixando cair do avião estandartes maçônicos sobre eles. Em 1933/35 na expedição do Polo Norte fundou a primeira Loja maçônica nesse território, com o nome Antarctica No 777, sob a jurisdição da Grande Loja de Nova Zelândia.

CARNOT, NICOLÁS LEONARD SADI (1796-1832) - Físico francês (2o princípio da Termodinâmica). Membro da Loja Les Amis Incomparables, Paris.

CAXIAS, LUIZ ALVES DE LIMA E SILVA DUQUE DE (1803-1880) - Militar e político brasileiro. Foi Grão Mestre do Grande Oriente Brasileiro, em 1850.

CHIANG KAI-SHEK (1887-1975) - Militar e político chinês. Membro da Loja Pagoda, em Boston, dependente da Grande Loja de Massachussets.

CHURCILL, WINSTON LEONARD SPENCER (1874-1965) - Político inglês. Iniciado em 24 de maio de 1901 na Studholme Lodge No 1591, no Café Royal, Londres. Foi elevado e exaltado em 19 de junho de 1901 e 23 de março de 1902, respectivamente, na Rosemary Lodge No 2851, que também se reunia no Café Royal, Londres. Depois de 1912 desligou-se da Maçonaria devido a sua atividade política que lhe tomava todo o tempo.

CLEMENCEAU, GEORGE (1841-1929) - Político francês. Nas campanhas políticas foi atacado pêlos seus inimigos pela sua qualidade de maçom.

CONDORCET, MARIE JEAN ANTOINE NICOLAS MARQUÉS DE (1743-1794) Matemático francês. Membro da Loja Les Neuf Soeurs, Paris.

COOPER JR, LEROY GORDON (1927-2004) - Astronauta norte-americano. Membro da Loja Carbondale No 82, Colorado. Na viagem espacial da Gemini V, em agosto de 1965, levou a jóia oficial de grau 33 e a bandeira do Rito Escocês.

D'ALAMBERT, JEAN LE ROND (1717-1783) - Enciclopedista francês. Membro da Loja Les Neuf Soeurs, Paris.

DOLOMIEU, TANCRÈDE DIEUDONNE (1750-1801) - Geólogo e minerólogo francês, que deu o nome à "dolomita". Declarado maçom no Boletim do Congresso Internacional Maçônico de 1817.

DOYLE, ARTHUR CONAN (1824-1883) - Médico e novelista inglês, criador de Sherlock Holmes. Foi iniciado em 1887 na Loja Phoenix N 257, de Portsmouth e , em 1893, foi eleito Venerável Mestre.

DUCOMMUN, ELIE (1833-1907) - Publicista e filántropo suíço. Criador da Oficina Internacional da Paz. Prêmio Nobel da Paz em 1902. Iniciado na Loja Zur Hoffnung (A Esperança). Foi Venerável Mestre da Loja Alpina.

DUNAT, JEAN HENRI (1828-1910) - Filântropo suíço. Fundador da Cruz Vermelha Internacional. Prêmio Nobel da Paz em 1901. Iniciado na Loja Cordialité, Genebra.

EDISON, THOMAS ALVA (1847-1931) - Inventor norte-americano. Pertenceu até a sua morte à Maçonaria.

EDUARDO VII (1847-1931) - Rei da Inglaterra, filho da Rainha Vitória. Iniciado em dezembro de 1868, quando Príncipe de Gales, em Estocolmo, pelo Rei da Suécia, Carlos IX. Conforme uma tradição da Casa Real da Inglaterra, assumiu o cargo de Grão Mestre da Grande Loja Unida da Inglaterra desde 1875 até 1901, quando foi proclamado Rei.

FERNI, ENRICO (1901-1954) - Físico italiano. Prêmio Nobel de Física em 1938. Iniciado na Loja Lemmi, Roma, em 1923.

FICHTE, JOHAM THEOPHILO (1762-1814) - Filósofo alemão. Iniciado em Zürich. Em 1794 figura como membro de uma Loja em Rudolstadt. Editou "16 cartas a Benjamin Constant", político e escritor francês, sobre a filosofia dos maçons.

FLEMING, ALEXANDER (1881-1955) - Científico escocês, descobridor da penicilina. Prêmio Nobel. Foi membro de numerosas Lojas inglesas. Foi Venerável Mestre das Lojas "Misericórdia" No 2386 e "Santa Maria" No 2682, em 1935 e 1925, respectivamente; exerceu o cargo de Tesoureiro da Loja "Misericórdia". Em 1942 foi eleito Grão Primero Vigilante da Grande Loja Unida da Inglaterra e Grão Past Vigilante em 1948, Primeiro Grão Diretor do Capítulo "Aesculapius", Sumo Sacerdote no Grande Capítulo R\ A\ M\ e Past Presidente do Grande Capítulo dos Maçons do Real Arco de Inglaterra. Recebeu em 1953 uma distinção pelos serviços prestados à Grande Loja de Nova Iorque. Foi Cavalheiro Kadosh.

FORD, HENRY (1863-1947) - Industrial norte-americano. Foi iniciado em 1894 na Loja "Palestine" No 357, Detroit, sendo exaltado em 28 de novembro de 1894. Membro honorário da Loja "Zion" No 1 em 21 de novembro de 1928. Declarado Membro Vitalício de sua Loja Mãe em 07 de março de 1935. Recebeu o grau 33 do R\E\A\A\ em Detroit em 06 de dezembro de 1940.

FRANCISCO I, FRANZ VON LOTHRIGEN, reinou como (1708 - ) - Esposo da Imperatriz da Alemanha, Maria Thereza. Iniciado por Dessaguliers em Hagg, em 1731, sendo Príncipe Franz Esteba, sendo apresentado pelo escritor inglês Chesterfield, que naquela época era Embaixador nos Países Baixos. No Ato de Iniciação foi elevado a Companheiro. Nos meses seguintes desenvolveu intensa atividade maçônica, sendo-lhe conferido o Grau de Mestre em uma Loja de Norwich.


FRANKLIN, BENJAMIN (1706-1790) - Físico e político norte-americano. Iniciado em 1731 em Pennsilvania. Venerável Mestre da Loja de Philadelfia. Foi várias vezes Grão Mestre da Grande Loja de Pennsylvania. Dirigiu a primeira edição da Constituição de Anderson nos EEUU em 1734. Atuou como Experto na Iniciação de Voltaire, na Loja "Lês Neuf Soeurs", Paris.

FREDERICO II o GRANDE, FREDERICO DE HOHENZOLLER (1712-1786) - Imperador da Alemanha, Rei da Prússia. Foi iniciado em 14 de agosto de 1738 na Loja "Absalão" de Hamburgo ou em uma Loja de Brunswick. Fundou uma Loja no Castelo Real de Rheisberg e, outra com o nome de" Os Três Globos" em Berlim. Desde 20 de junho de 1740, e durante muito tempo, foi Venerável Mestre da Loja "Charlotenburgo" e Grão Mestre da Ordem na Alemanha. É atribuído a ele a reforma das Grandes Constituições Maçônicas do Rito Escocês Antigo e Aceito. Em 1740 inicia na Ordem seu irmão Wilhem na Loja "Charloltenburgo". Em 16 de julho de 1774 aprova o Tratado entre as Grandes Lojas de Inglaterra e Prússia.

FREDERICO III (1831-1888) - Imperador da Alemanha. Iniciado em 1853. Ao ser inaugurado em Berlim a Loja "Royal Arch", levantou um brinde em homenagem ao seu pai, empunhando o malhete que pertenceu a Frederico o Grande. Foi declarado membro honorário de outras duas Grandes Lojas. Morreu três meses depois de ter subido ao trono.

FULTON, ROBERT (1765-1815) - Inventor norte-americano. Alcançou o Grau 3o na Maçonaria.

GARIBALDI, GIUSEPPE (1765-1815) - Patriota italiano. Iniciado em Itália. Ao chegar ao Rio de Janeiro em 1837, filia-se a uma Loja irregular de nome "Asilo da Virtude". Em 1844 filia-se a uma Loja regular do Grande Oriente do Uruguai "Les Amies de la Patrie". Em 1850 filia-se à Loja "Tompkins" No 471 de Nova Iorque. Em 1859 organiza e chefia a expedição militar "dos 1000" para a conquista das Sicílias, sob a inspiração do maçom Massini e planejada pelos maçons Cristi, Bertini e Lafarini, navios proporcionados pelo maçom Fauché, custos pelos maçons Lafarini e Buscaglione, sendo que a maioria dos oficiais e voluntários eram também maçons. A Grande Loja de Palermo o elege Grão Mestre "Ad Vitam". Em 1863 foi eleito Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho do Rito Escocês Antigo e Aceito de Palermo, e em 1964 foi eleito Grão Mestre do Grande Oriente D'Itália. Em 1872 é nomeado Grão Mestre Honorário "Ad Vitam" do Grande Oriente D'Itália. Em 1877 a Loja "Garibaldi" de Buenos Aires nomeia-o Venerável Mestre "Ad Vitam".

GEORGE II (1663-1760) - Rei da Inglaterra. Foi iniciado quando Príncipe de Gales em 1737, por Desaguliers, num castelo perto de Richmond. Foi o primeiro membro da Casa Real inglesa a ser aceito na Maçonaria Especulativa, iniciando uma tradição.

GEORGE II (1890-1947) - Rei da Grécia. Eleito em 1938 como Venerável Mestre da Loja "Mac Walwood" No 5143, Londres.

GEORGE VI (1895-1952) - Rei da Inglaterra. Iniciado na Loja "Navy"No 2612, Londres, em 2 de dezembro de 1919. Foi Venerável Mestre de sua Loja de 1921 até 1922. Primeiro Grão Vigilante da Grande Loja Unida da Inglaterra em 1923; em 1924 foi eleito Grão Mestre da Grande Loja de Middlessex. Instalou seu irmão carnal, o Duque de Kent, como Grão Mestre da Grande Loja Unida da Inglaterra em 1941.

GLENN JR, JOHN HERSCHEL(1921- ) - Astronauta norte-americano. Senador. Usando das prerrogativas dos Landmarks o Grão Mestre da Grande Loja de Ohio, fê-lo maçom sem a cerimônia de Iniciação.

GOETHE, JOHANN WOLFGANG (1749-1832) - Poeta alemão. Iniciado em 03 de junho de 1780 na Loja "Amália" de Weimar. Em 05 de dezembro de 1814 foi iniciado seu filho Auguste, para quem compôs um poema intitulado "Symbolum". Em 1781 é elevado a Companheiro e em 1783 exaltado a Mestre. Em 23 de junho de 1830 celebra seu Jubileu Maçônico, aos 81 anos de idade, na sua Loja Mãe. Jamais presidiu a Loja, sendo seu Orador nas sessões magnas.

GOMES, CARLOS (1836-1896) - Músico brasileiro. Iniciado aos 23 anos de idade na Loja "Amizade Universal", São Paulo, em 24 de junho, junto com seu irmão carnal José Pedro (Juca).

GRISSOM, VIRGIL L. (1926-1967) - Astronauta norte-americano. Pertencia à Loja "Mitchell", Indiana. Morto tragicamente no Cabo Kennedy, em 27 de janeiro de 1967 no incêndio acontecido na nave espacial Apollo.

GUILHERME I (1797-1888) - Imperador da Alemanha. Iniciado em 22 de maio de 1834 pelo Grão Mestre Conde Henckel von Donnersmark, na presença de outros Grandes Mestres das Grande Loja da Prússia. No mesmo ato declarou-se Protetor da Ordem e foi exaltado a Mestre das três Grandes Lojas.

GUILLOTIN, JOSÉ IGNACE (1738-1814) - Cientista francês. Membro da Loja "Les Neuf Soeurs", Paris, onde tinha o No 7 de Associados Livres com a seguinte anotação: "Irmão Guillotin, Doutor em Medicina, Presidente da Câmara de Províncias". Em 27 de outubro de 1775 foi eleito Venerável Mestre da Loja, depois de ter sido seu Orador. Foi também Venerável Mestre da Loja "Concórdia Fraternal", Paris. Fundador do Grande Oriente da França.

GUSTAV V (1838-1950 - Rei da Suécia. Celebrou seus 50 anos de Maçom em 13 de janeiro de 1927.�

HANNEMANN, SAMUEL CHRISTIAN FREDERICO (1755-1842) - Médico alemão fundador da escola homeopática. Iniciado por Bruckental, que era Governador da Transilvânia, na Loja "São Andrés dos Três Lotos", cidade de Hermanstadt, em 1777. Filiou -se à Loja "Minerva" de Lipsia em 1817.

HARDY, OLIVER NORVELL (1892-1957) - Ator cômico norte-americano da famosa dupla "O Gordo e o Magro". Iniciado em 1913 na Loja "Salomão" No 20, Jackson, Florida. Quando residia em Hollywood freqüentava as Lojas locais com assiduidade.

HAYDN, FRANZ JOSEPH (1732-1809) - Compositor musical austríaco. Iniciado em 11 de fevereiro de 1785 na Loja "Zür Wahren Eintracht", Viena.

HELVETIUS, CLAUDE ARIEN (1715-1771) - Filósofo francês. Membro da Loja "Les Neuf Soeurs", Paris. Quando Voltaire foi iniciado nessa mesma Loja, estava revestido com o avental que pertenceu a Helvetius e que foi cedido para essa solene ocasião pela sua viúva. Emocionado, Voltaire, beijou-o.

HERDER, JOHANN GOTTFRIED von (1744-1803) - Poeta alemão. Iniciado em 1776 na Loja "Zum Schwert", Riga. Trabalhou para afastar da Maçonaria as teorias sobre a origem ancestral da Ordem; queria somente uma Instituição com fins humanitários.

JACOBI, FRIEDRICH HEINRICH (1743-1819) - Filósofo alemão. Membro da Loja "La Parfaite Amitié", Düsseldorf.

JEFFERSON, THOMAS (1743-1826) - 3o Presidente dos EEUU. Principal autor da Declaração da Independência junto com um seleto grupo de maçons.


JENNER, EDWARD (1749-1823) - Médico inglês, descobridor da vacina contra a varíola. Membro da Loja "Faith and Frienship" No 270, Berkeley, Inglaterra, sendo eleito Venerável Mestre da mesma de 1811 até 1813.

JUÁREZ GARCIA, BENITO (1806-1872) - Presidente do México, filho de índios zapotecas. Iniciado em 15 de janeiro de 1847 na Loja "Independência" No 2, Cidade de México. Colado no grau 33.

KIPLING, RUDYARD (1863-1936) - Poeta inglês. Prêmio Nobel de Literatura. Iniciado em 5 de abril de 1886, antes de completar 21 anos, na Loja "Hope and Perseverance" No 782, Lahore, Punjab, sob a Constituição Maçônica inglesa, tendo sido, pouco depois, eleito Secretário. Ao mudar de Lahore para Allahabed, filiou-se à Loja "Independence and Philanthropy" No 391, onde ficou até 1895. Na sua volta à\ Inglaterra filiou-se à Loja "Motherland" No 3861, Londres. Foi eleito ,membro honorário da Loja "Cannongate Kilwinning" No 2, Edimburgo, da qual o poeta Burrs era membro honorário. Obras maçônicas: O Homem que quis ser Rei, No interesse dos Irmãos, Um amigo da família, A Madona das trincheiras, e o poema Minha Loja Mãe.

KRAUSSE, KARL CHRISTIAN FRIEDRICH (1781-1832) - Filósofo alemão. Iniciado na Loja "Arquimedes", Altenburgo, em 1805; depois foi eleito Orador da Loja "Três Espadas". Autor de uma obra sobre os três mais antigos documentos maçônicos.

LACÉPÈDE, BERNARD GERMAIN ESTEVAN DELAVILLE, Conde de (1766-1825) Naturalista e músico francês. Membro da Loja "Lês Neuf Soeurs", Paris.

LA FAYETTE, MARIE JOSEPH PAUL ROCH YVES GILBERT DU MOTIER, Marques de ( 1757-1834) - Militar e político francês. Existem três versões sobre a data e local da sua iniciação: 1) no inverno de 1777, em Valley Forge, durante a campanha pela independência dos EEUU; 2) em 27 de dezembro de 1779, em uma Loja militar de Morriston, New Jersey, sendo Venerável Mestre George Washington; 3) em 1775 na Loja "La Candeur", Paris. Alcançou o grau 33. Seu filho George Washington La Fayette, também foi maçom na França.

LALANDE, JOSEPH JEROME DE (1732-1807) - Astrônomo francês. Fundador da Loja "Les Sciences" em 1769 e "Les Neuf Soeurs". Dirigiu a cerimônia de iniciação de Voltaire.

LAPLACE, PIERRE SIMON (1749-1827) - Astrônomo francês. Dignatário do Grande Oriente da França.

LA ROCHEFOUCAULD, FRANÇOIS VI Duque de (1613-1680) - Moralista e escritor francês. Membro da Loja "Les Neuf Soeurs", Paris.

LESSING, GOTTHOLD EPHRAIM (1729-1781) - Dramaturgo e crítico alemão. Iniciado em 1771 na Loja "Zu Den Drei Goldenen Rosen", Hamburgo. Obras maçônicas: Nathan, o Sábio; Ernest e Falk (um diálogo para maçons); A educação da Raça Humana.

LINDBERGH, CHARLES A. (1902-1974) - Aviador civil norte-americano, que foi o primeiro a fazer a travessia de avião sem escalas dos EEUU à Europa. Recebeu o grau de Mestre na Loja "Keystone" No 243, Saint Louis, em 15 de dezembro de 1926.

LIZT, FRANZ von (1811-1887) - Compositor húngaro. Iniciado em 18 de setembro de 1841 na Loja "Zür Einigkeit" (Igualdade), Frankfurt Zür Main. Filiado à Loja "União", Berlim, onde recebeu os graus 2 e 3.

LOUIS XVI (guilhotinado em 1793) - Rei da França. Iniciado junto com seus irmãos carnais, o Conde de Provence e o Conde de Artois. Manteve uma discreta polêmica com a Loja "Les Neuf Soeurs" ao não concordar com a homenagem fúnebre a Voltaire, porém sem abusar da sua autoridade.

MAC-ARTHUR, DOUGLAS (1880-1964) - Militar norte-americano. Iniciado em 17 de janeiro de 1936 pelo Grão Mestre das Grandes Lojas das Filipinas, Samuel R.Hawthorne, sem cerimônia de iniciação, usando das prerrogativas estabelecidas nos Landmarks. Seu pai, o Tenente-General Arthur Mac-Arthur, também era maçom. Reativou e modernizou a Maçonaria no Japão. Alcançou o grau 33.

MAISTRE, JOSEPH DE (1753-1821)-Filósofo e diplomata francês. Iniciado em 1773 na Loja "Les Trois Motiers", Chambery. Membro da Loja "La Sincerité", também de Chambery. Filiou-se ao Grande Oriente da França.

MARTI, JOSÉ (1853-1895) - Patriota e poeta cubano. Iniciado em 1872 da Loja "Armonia", No 52, Madri, dependente do Grande Oriente Lusitano Unido; na maçonaria cubana usava o nome simbólico de Anahuac. Ao final da sua vida ostentava as insígnias do grau 30, Cavaleiro Kadosch.

MENDELSSOHN, MOSES (1729-1786) - Filósofo alemão, avó do compositor Felix Mendelssohn. Membro do Rito Escocês, inspirou a Lessing, também maçom, a obra "Nathan, o Sábio".

MEUCCI, ANTONIO (1809-1899) - Patriota italiano, exiliado nos EEUU, idealizou o primeiro telefone, desenvolvido por Graham Bell, como suposto inventor. Meucci teve prioridade reconhecida pela Suprema Corte dos EEUU. Grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito. Em 8 de agosto de 1888, presidiu uma Sessão de Iniciação na presença de um diplomata italiano por encargo do Grão Mestre do Grande Oriente D'Itália, Mariano Lemmi.

MICHELSON, ALBERT ABRAHAM (1852-1931) - Físico norte-americano, de origem alemã. Prêmio Nobel de Física, em 1907. Iniciado na Loja "Washington", No 21, New York, em 18 de agosto de 1874, sendo elevado em 31 de dezembro de 1875 e exaltado em 21 de janeiro de 1876.

MIRANDA E RODRÍGUEZ, FRANCISCO ANTONIO GABRIEL DE (1752-1816) Patriota venezuelano. Precursor da independência dos povos da América do Sul. Duas versões para sua iniciação: 1) em uma Loja de Madri; 2) na Loja "América", Virginia, por George Washington. Em 1797 funda em Londres a Loja "Grande Reunião Americana", Grafton Square, 27, Fitzroy Square, que fica perto de Piccadilly Circus. Nessa Loja, Miranda iniciou à grande maioria dos patriotas da América do Sul. Fundador, em Caracas, da primeira Loja maçônica.

MITRE, BARTOLOMÉ (1821-1906) - Presidente da Argentina. Ao terminar seu período entrego o mando supremo da nação ao futuro Presidente, Domingo Faustino Sarmiento, também maçom.

MONTESQUIEU, CHARLES LOUIS DE SECONDAT, Barão de la Brède e de (1869-1755) - Filósofo francês. Iniciado em maio de 1730 na Loja "Horn", Westminster.

MONTGOLFIER, Irmãos JOSEPH e ETIENNE. Inventores franceses, criadores do primeiro balão. Joseph (1740-1810) e Etienne (1745-1799), junto com Michel, irmão carnal, pertenceram à Loja "Les Neuf Soeurs", Paris.�

MOZART, WOLFGANG JOHANN AMADEUS CHRISOSTOMUS (1756-1791) Músico austríaco. Mozart foi iniciado no outono de 1784, proposto por um amigo, Barão Otto von Gemmigen, na Loja vienesa "Zür Wohltätig Keit", que mais tarde passou a ser chamada "Zür Neugekroenen Hoffnung" (A nova Esperança Coroada). Na Loja "Zür Wahren Eintracht" sendo Venerável Mestre Ignaz von Born, criador da Maçonaria Especulativa na Áustria, foi iniciado Leopold Mozart, pai de Amadeus. Amadeus foi elevado a Companheiro em 27 de Dezembro de 1784; não temos a data da sua exaltação; foi um participante assíduo das reuniões maçônicas; nunca foi eleito Venerável Mestre.
Autor de numerosas obras musicais maçônicas, sendo as principais :
O Heilige Band (O laço sagrado)
Gessellenreise (Viagem do Companheiro) - 1785; supõe-se que foi escrita em homenagem ao Aumento de Salário de seu pai
Die Maurer Freude (A Alegria maçônica) - 1785; obra composta em homenagem ao Venerável Mestre Ignaz von Born
Maurerrische Trauermusik (Música fúnebre maçônica); homenagem a dois Irmãos falecidos, Georg August von Mechlenburg e Franz Esterhazy
Lied mit Dreistimmiger Chor und Orgelbeleitung (Canção para Coro a três vozes com acompanhamento de órgão) - 1785; obra composta para a abertura da Loja; o texto contém referências sobre a união das Lojas vienesas, acontecida em 1785, por édito de Joseph II
Dreistimmiger Chorgesang mit Orgelbegleitung (Coro a três vozes com acompanhamento de órgão) - 1785; obra composta para a mesma Loja anterior.
Eine Kliene Deutsche Kantate (Uma pequena canção alemã) - 1791; o autor do texto, maçom, solicitou a Mozart a música para cantar esta composição com os amigos.
Die Zauberflöete (A flauta mágica) - 1791; texto de Emmanuel Skikaneder, maçom. Foi chamada por Beethoven como "a primeira verdadeira ópera"
Eine Kleine Freimaurer Kantate (Uma pequena cantata franco-maçônica) - 1791; também o texto é de Skikaneder; foi composta para a inauguração do Templo da Loja "Zür Neugekroenten Hoffnung" e interpretada após a morte de Mozart em benefício de sua viúva e de seus filhos

NAPOLEÃO I BONAPARTE (1769-1821) - Imperador da França. A questão sobre se Napoleão foi ou não maçom tem sido motivo de muitas controvérsias e investigações dos historiadores maçônicos, sem se ter conseguido até agora, dar um parecer definitivo baseado em documentos autênticos ou irrefutáveis. Na Revista A Verdade (São Paulo) de novembro de 1985 lemos que, segundo a publicação "The New Age", Napoleão teria sido iniciado no Egito em 1795, sendo na ocasião Primeiro Cônsul. Na Revista Maçônica do Chile, novembro/dezembro de 1957, lemos que o avental maçônico de Napoleão e de seu irmão carnal Jerônimo, encontram-se no Museu de Malmaison. Há o fato sugestivo de que as personalidades mais importantes do círculo maçônico fossem maçons, por exemplo: dos 25 Marechais de Napoleão, 10 eram maçons: Angerau, Bernardotte, Berthier, Massena, Kellermann, Marmont, Murat, Ney, Oudinot e Mac Donald. No balaústre oficial de uma festa no Grande Oriente da França, no ano de 1805, cita-se um discurso que afirma que "Napoleão tinha solicitado e recebido a luz maçônica na sua campanha no Exército". Em 1807, numa Loja de Milão que tinha o nome da Imperatriz da França, levantou-se um brinde em honra de "Napoleão Irmão, Imperador e Rei". Nos arquivos do Grande Oriente D'Itália encontrou-se recentemente (conforme Revista Maçônica do Chile junho de 1939) uma Ata de Sessão especial de 13 de abril de 1811 em "celebração do nascimento do Príncipe de Roma, primogênito do ilustre Irmão Napoleão". Nas Lojas de Troyes e Grenoble, existem Atas de Sessões em que se faz referência ao irmão Napoleão.�

NELSON, HORACE (1758-1805) - Marinheiro inglês; more na batalha de Trafalgar. Iniciado na Union Lodge No 331, York. Seu funeral foi seguido por toda a Loja York, No 256

OERSTED, HANS CHRISTIAN (1777-1851) - Físico dinamarquês. Iniciado na Loja Friedrich Zür Gehrönten Hoffnung, em 26 de janeiro de 1812; elevado em 16 de abril de 1812 e exaltado dois dias depois. Proclamado membro honorário dessa Loja e da Zorobabel Zum Nordsten, as duas de Copenhagen.

O'HIGGINS RIQUELME, BERNARDO (1776-1842) - Libertador do Chile. Iniciado por Miranda na Loja Grande Reunião Americana, Londres. Fundador de uma Loja Lautarina em Santiago.

OSCAR II (1829-1907) - Rei da Suécia e da Noruega. Iniciado em 07 de dezembro de 1848.

OSWALD, WILHEM (1853-1932) - Físico, químico e pensador alemão, Prêmio Nobel de Química em 1809. Em 1918 foi Grão Mestre Regulador dos Freimauerbundes Zür Aufgehenden Sonnemoister e em 1919 Grão Mestre.

PEDRO I (1798-1834) - Imperador do Brasil. Iniciado em 02 de agosto de 1822 na Loja Comércio e Artes do Grande Oriente do Brasil. No 05 de agosto do mesmo ano, em sessão extraordinária presidida pelo Primeiro Vigilante Gonçalves Ledo, é proposto e aprovado que seja exaltado a Mestre Maçom. Em 14 de setembro de 1822 sucede a José Bonifácio como o segundo Grão Mestre do Grande Oriente do Brasil. Cansado das brigas políticas entre os membros da maçonaria divididos entre Gonçalves Ledo e José Bonifácio, Dom Pedro I suspende os trabalhos maçônicos em 25 de outubro de 1822.

PEDRO I, O GRANDE (1672-1725) - Imperador da Rússia. Foi iniciado por Sir Christopher Wren no Grau de São Andrés do Rito Escocês e prometeu estabelecer a Ordem na Rússia.

PROUDHON, JOSEPH (1809-1865) - Político e filósofo francês. Iniciado em 08 de janeiro de 1847 na Loja Sincerité, Parfaite Union et Constante Amitié Reunies, Besançon.

PEDRO III (1723-1762) - Imperador da Rússia. Em 1762 cedeu uma casa para as reuniões da Loja Constança e, pessoalmente, dirigia os trabalhos maçônicos em Graniembaum.

QUESNAY, FRANÇOIS (1694-1774 ) - Economista francês, fundador da Escola dos Fisiocratas. Membro da Loja Les Neuf Soeurs, Paris.

QUEZÓN, MANUEL L. (1878-1944) - Presidente das Filipinas. Grão Mestre da Grande Loja das Filipinas, deixou o cargo, publicamente, para obter o voto dos católicos.

RIZAL Y ALONSO, JOSÉ (1861-1896) - Mártir da Independência filipina. Iniciado em Paris em 1883, adotou o nome simbólico de Dimas Alens. Em 1883, pronuncia um belo discurso na Loja Solidariedade No 53, Madri. Em Hong-Kong fundou a Liga Filipinas, organização para-maçônica para lutar pela independência das Filipinas.

ROOSEVELT, FRANKLIN DELANO (1882-1945) - Presidente dos EEUU desde 1933 até a sua morte. Iniciado na Loja Holland No 8, New York, em 10 de outubro de 1911. Elevado em 14 de novembro de 1911. Obteve o grau 32 do Rito Escocês Antigo e Aceito em 28 de fevereiro de 1929, em Albany, capital do Estado de New York, sendo então Governador do Estado. Em 1933 (17 de fevereiro ou abril) confere o grau 3o a seu filho Elliot, na Loja Architect, No 519, New York, e, na mesma Loja assiste em 07 de novembro de 1934 ou 1935, a sessão de exaltação de seus filhos James e F.D.Roosevelt Jr. Foi membro ativo das seguintes instituições maçônicas:�
Cypress Temple Sherine, Albany, N Y
Tripo Red Grotto, Pougkeepsie, NY
Greenwood Forest, Tall Cedards of Lebanon, Warficj, N Y
Membro Honorário da Loja Washington Centennial, No 4, Washington, colocando a Pedra Fundamental do Templo dessa Loja em 21 de novembro de 1919
Membro Honorário das seguintes Lojas: Architect No 519 (NY), Capital Forest No 104, Tall Cedards of Lebanon e da Almas Temple, Sherine, Washington.�

ROOSEVELT, THEODOR (1858-1919) - 26o Presidente dos EEUU; pai de Franklin D. Roosevelt. Foi iniciado na Loja Matinecock, No 806, Oyster Bay, N Y, em 02 de janeiro de 1901.

SAN MARTIN MATORRAS, JOSÉ DE (1778-1850) - Libertador da Argentina, Chile e Peru. Teve intensa vida maçônica. Em 1908, incorpora-se a Loja Legalidade, Cádiz. Funda Lojas Lautarinas em Santiago (12 de março de 1817) e em várias cidades argentinas, sendo Venerável Mestre de várias delas. A primeira, fundada em sua chegada a Buenos Aires, em 1812, abrigou a Belgrano, Moreno, Pueyrredón, Blanco Encalada e outros patriotas argentinos.

SARMIENTO, DOMINGO FAUSTINO (1811-1888) - Escritor, educador e Presidente da Argentina. Ingressou em 27 de junho de 1854 na Loja União Fraternal, No 01, Valparaíso, Chile. Fundador e Orador da Loja Argentina União del Plata, No 01. Em 16 de julho de 1860 é colado no grau 33 junto com várias personalidades políticas argentinas. Eleito Grão Mestre da Grande Loja da Argentina para o período 1882-1885. Ao ser eleito Presidente da República se reincorpora à sua Loja União del Plata, em 1868.

SCHIRRA, WALTER (1923- ) - Astronauta norte-americano. Pertence a Loja Canaveral No 339, Cccoa Beach, Flórida.

SCOTT, WALTER (1771-1832) - Escritor inglês, autor de Ivanhoe. Iniciado em 02 de março de 1801 na Loja King David, No 36, Edinburgo.

SIBELIUS, JAN JULIUS (1865-1957) - Músico finlandês. Iniciado em Helsinki em 18 de agosto de 1922. membro ativo da maçonaria até a sua morte. Em 1927 compõe música ritual para os três graus simbólicos. Primeiro Membro Honorário da Loja Suomi, No 01, Helsinki.�

STAFFORD, THOMAS P. (1930- ) - Astronauta norte-americano. Pertence a Loja Western Star, No 138, Weatherford, Oklahoma.

SUN-YAT-SEN (1866-1925) - Fundador e primeiro Presidente da República China. Venerável Mestre de uma Loja formada por chineses em San Francisco de Califórnia.

TRUMAN, HARRY S. (1884-1973) - Presidente dos EEUU na morte de Franklin D. Roosevelt. Iniciado na Loja Belton, No 450, em 09 de fevereiro de 1909; exaltado em 18 de março de 1909. Eleito Segundo Vigilante em 1910. Em 1911 ajuda a formar a Loja Grandview, No 618, sendo eleito Venerável Mestre dela. De 1925 até 1930 foi Deputado do Grão Mestre do Distrito e Conferencista do Distrito Maçônico No 59. Em 1930 foi Grão Guarda do Templo interior e em 1940, Grão Mestre da Grande Loja de Missouri.

VOLTAIRE, JEAN-MARIE AROUET conhecido como (1694-1778) - Escritor e filósofo francês. Em 07 de fevereiro de 1778, numa das cerimônias mais brilhantes da historia da maçonaria mundial, a Loja Les Neuf Soeurs, Paris, inicia ao octogenário Voltaire, que ingressa no Templo apoiado no braço de Benjamin Franklin, embaixador dos EEUU na França nessa data. A sessão foi dirigida pelo Venerável Mestre Lalande na presença de 250 irmãos. O venerável ancião, orgulho da Europa, foi revestido com o avental que pertenceu a Helvetius e que fora cedido, para a ocasião, pela sua viúva. Voltaire falece três meses depois.

WAGNER, RICHARD (1813-1883) - Compositor alemão. Seu padrastro ou seu pai, era membro da Loja Ferdinand Zür Glückseligkeit, Magdeburgo. Em repetidas oportunidades Wagner dirigiu concertos nessa Loja. Casou-se com Cosima, filha de Franz List, também maçom. Nas obras de Wagner existem freqüentes citações maçônicas. Wagner teria sido iniciado durante sua estadia em Bayreuth, mas isso não está devidamente confirmado.

WASHINGTON, GEORGE (1732-1799) - Libertador e primeiro Presidente dos EEU. Foi iniciado no 04 de novembro de 1752 tendo pago 02 libras e 03 shellings; na Loja No 04 de Frederiksburg recebe a elevação de grau em 03 de março de 1753 e é exaltado a Mestre em 04 de agosto de 1753. Presumivelmente foi o primeiro Venerável Mestre da Loja Alexandre No 22, Alexandria, pois seu nome aparece em primeiro lugar na lista da Comissão que recebeu a Carta Constitucional em 25 de abril de 1788. Prestou juramento como Presidente dos EEUU, ante o Ministro Livingston, que era Grão Mestre, sobre a Bíblia da Loja Saint John, de New York. Na cerimônia do lançamento da primeira pedra do Capitólio, apareceu com as insígnias de Venerável Mestre de Honra da sua Loja. Mackey afirma que Washington foi iniciado durante a guerra com a França na Loja Militar, No 227 do regimento 46.

WIELAND, CHRISTOPHER MARTIN (1733-1813) - Poeta alemão. Iniciado na Loja Amalia, Weimar, em 1809 aos 76 anos de idade.

WELLINGTON, ARTHUR Conde de (1769-1852) - General e político inglês. Seu pai, Goffret, Conde de Mornington, foi Grão Mestre da Grande Loja de Irlanda em 1776, e seu irmão carnal, o primeiro Marquês de Wellesley e segundo Conde de Mornington foi Grão Mestre da Irlanda em 1782. Arthur foi iniciado em 07 de dezembro de 1790 na Loja No 494, Trim, Irlanda, sendo Venerável Mestre, seu pai.

WILDE, OSCAR FINGALL O'FLAHERTIE WILLS (1856-1900) - Escritor ingles. Iniciado em 23 de fevereiro de 1875 e exaltado a Mestre em 25 de maio de 1875 na Loja Apollo University, No 357, Oxford. Revestido dos graus de Perfeição e Capitulares do 4o ao 18o em 27 de novembro de 1876.

Carta de um profano a outro


(Humor)

Zé,
Priciso ti contá esta história.

Tava eu numa noite dessas procurando uma loja de coisas da tua profissão prá comprá o seu presente de Natal, quando encontrei um predião que me apontaram, tudo aceso, cheio de gente. Eta turma boa.

Perguntei: "Aqui é loja de pedreiros?"- Invés de resposta, só foi abraço. Descobriram logo que sou mecânico, Zé, porque todo mundo me perguntava onde ficava a minha oficina.

Lojona bonita aquela, com quadros, tapetes, ventiladores, até livro de visitas tinha que assiná. Gozado, com aquele calorão doido, queriam saber quantos graus estava fazendo e não tinha termômetro. Devia tá mais de 30, então "carquei" lá no livrão: 33. Acho que acertei na mosca, porque todo mundo me abraçava bastante.

Depois todo mundo entrou pro salão onde tava as mercadorias. Tinha cuié de pedreiro, prumo, nível, esquadro, alavanca, compasso, régua, até pedra. Tinha também mesas e cadeiras que não acabava mais. Acho que algumas dessas mesas tava com o tampo solto porque os caras pegaram uns martelinhos e começaram a batê. Até a porta devia está emperrada, porque um sujeito começou a batê com o cabo de um espeto.

Depois pensei que um indivíduo lá era cego. Perguntou onde sentava fulano..., onde sentava o sicrano..., queria saber que horas eram..., coitado! Teve um espírito de porco que falou prá ele que era meio-dia em ponto. E não é que ele acreditou!

Depois outro sujeito foi perto dele e começaram a cochichar aqui e ali. Um deles reclamou de um tal de Arão que fez um estrago com óleo. Disse que derramou na cabeça, na barba e no vestido de uma tal de Dona Orla. Confirmei qie o cara era cego porque ele falou que a loja tava aberta e então olhei e vi que tava fechada. Nessa hora notei que até lá você era conhecido. Sentiram sua falta e começaram a perguntar: "e o Zé?, e o Zé?, e o Zé?".

Depois aguentei um tempão um sujeito falá umas baboseiras que não entendí nada e, até que enfim, mandaram fazer as propostas. Veio outro sujeito recolher elas com saquinho e então mandei a minha: dava cinqüenta mangos naquela corda pindurada lá em cima, toda enroscada.

Sabe? O cara tava se fazendo mesmo de cego. Ele leu a minha proposta e não disse nada. Acho que fui munheca demais. Aí inventaram que estava chovendo, que tinha goteira na loja e acabaram me pondo prá fora.

Tá certo, Zé, era justo, era perfeito. Mas se acharam pouco o valor que eu escreví, bem que podiam fazer uma contraproposta, não acha?

G.:A.:D.:U.: e o Grande Oriente de França

William Almeida de Carvalho


Afirma-se freqüentemente que o convento de 1877, realizado pelo Grande Oriente de França (GOF), expulsou o G.:A.:D.:U.: de seus templos e, por esta razão a Grande Loja Unida da Inglaterra retirou-lhe o reconhecimento, jogando-o, ipso facto, na irregularidade.

O objetivo deste artigo é arrolar os contra-argumentos do GOF, principalmente os apresentados na conferência do Ir.: Karim-Jacques em Washington, em 16 de novembro de 1996, sobre o assunto, para que se possa ter uma visão sobre os dois pontos de vista.

Os Maçonólogos do GOF preceituam que o Convento de 1877 foi, na verdade, um ato refundador da maçonaria dita liberal, sem desconhecer, contudo, que tal ato se tornou a raiz de sua "irregularidade" e da ruptura entre o GOF e a maçonaria anglo-saxã. Como pano de fundo desta querela cintila a questão da relação entre Deus e a Maçonaria (Vide A Querela do G.:A.:D.:U.: de Guilherme Oak).

A versão histórica dos fatos, pelo GOF, é bastante interessante. Imediatamente após sua criação em 1717, a Grande Loja Londres decidiu adotar um ato máximo regulador que veio ser conhecido como as Constituições de Anderson, pois sua redação foi confiada a uma comissão presidida pelo pastor James Anderson sendo a versão final publicada em 1723. Estas Constituições de Anderson apresentavam, como primeira parte, uma história mítica da maçonaria e, em seguida, os Deveres de um Franco-Maçom, no qual o item referente a Deus e à Religião constituiria o cerne destas Constituições. Eis o texto completo, retirado de uma edição do GOB em 1977:

I - O que se refere a Deus e a Religião

"O Maçom está obrigado, por vocação, a praticar a moral, e se compreender seus deveres, nunca se converterá em um estúpido ateu nem irreligioso libertino. Apesar de nos tempos antigos os maçons estarem obrigados a praticar a religião que se observava nos países em que habitavam. hoje crê-se mais conveniente não impor-lhes outra religião senão aquela que todos os homens aceitam, o dar-lhes completa liberdade com referência às suas opiniões particulares. Esta religião consiste em ser homens bons e leais, quer dizer, homens honrados e probos, seja qual fora a diferença de nome ou de convicções. Deste modo a Maçonaria se converterá em um centro de unidade, e é o meio de estabelecer relações amistosas entre pessoas que, fora dela, teriam permanecido separadas". (Constituição de Anderson, GOB, s/d, Rio de Janeiro).

O que já se escreveu no mundo todo sobre este pequeno parágrafo, principalmente no que concerne à exclusão dos "ateus estúpidos" e dos "libertinos sem religião" daria para redigir vários tratados de filosofia. Obviamente que existem ateus que não sejam estúpidos e libertinos com religião, mas para os redatores das Constituições, saídos do meio protestante da Inglaterra do Século XVIII, o ateísmo constituía, na verdade, uma estupidez. Os comentadores do GOF notam que a tradição bíblica afirma que o ateísmo advém de uma limitação voluntária das faculdades da inteligência do homem: "diz o insensato no seu coração: 'Deus não existe''' (Salmos 14,1) e o pensamento Inglês do Século XVIII considerava o ateísmo como contrário ao bom uso da razão. Quanto ao libertinos, Anderson não visava, como hoje se pensa, àqueles que são desregrados nos seus costumes, na sua moral, ou seja, àqueles que não seguem as leis da religião, seja pela crença seja pela prática, em suma, os livres-pensadores. Assim, para os redatores das Constituições, a adesão do maçom à uma religião era mais que um imperativo categórico, era, enfim, uma necessidade quase biológica. Aqui se coloca um problema. De que religião se trataria? Daquela sobre a qual todos os homens estão de acordo.

E esta religião, sobre a qual todos os homens estão de acordo, não deveria ser definida tendo como referência a crença em um Deus pelo qual se atribuiria todas as suas características singulares, mas sim as virtudes às quais Ele sujeitaria seus adeptos, ou seja, a bondade, a sinceridade, a modéstia e a honra.

As Constituições de Anderson são, para os maçons do final do século XX, o texto fundador da maçonaria moderna antes de tudo, porque elas consagram a superação das clivagens religiosas entre os homens. Quando, durante o século XVIII, a maçonaria se espraiou sobre o continente europeu, principalmente na França, esta superação das clivagens religiosas casou-se naturalmente com as idéias defendidas pelos filósofos das Luzes. A religião, sobre a qual todos os homens estariam de acordo, era, para a maioria dos maçons franceses, idêntica à religião natural, adogmática, na qual falava Voltaire no seu Dicionário Filosófico quarenta anos após a primeira redação das Constituições: o Deus dos filósofos das Luzes, que era o grande denominador comum da natureza e do cosmo, sem que lhe fosse necessário recorrer a manifestações sobrenaturais. Estava claro que esta interpretação estava em desacordo com aquela dos maçons ingleses, pelo menos daqueles que se sucederam aos redatores das Constituições. Sobre o continente europeu, e mais uma vez, principalmente na França, a filosofia das Luzes se confrontava com um cristianismo fortemente dogmático representado pela Igreja Católica. Pelo contrário, na Inglaterra, as tradições de livre interpretação da bíblia, apanágio do protestantismo, permitiam ao Iluminismo desabrochar num clima fortemente marcado pelos ensinamentos de Cristo.

Assim, para os maçons ingleses, a abertura trazida pelas Constituições de Anderson apontava a vontade de ultrapassar as clivagens entre as diversas religiões cristãs e, até mesmo, em direção às outras religiões reveladas, como o judaísmo. O islã ainda estava muito distante para entrar neste caldeirão ecumênico "avant la lettre". Esta orientação deveria por outro lado, ser formalmente confirmada quando da revisão das Constituições, efetuada em 1738, ou seja, quinze anos após a primeira edição.

Contudo, nesta versão revisada, o maçom é, naquele famoso item das obrigações para com Deus e a Religião, obrigado, de agora em diante, "a observar a lei moral como um verdadeiro Noaquita". Pronto, com esta guinada do deísmo para o teísmo, introduziu-se a referência à revelação de Deus a Noé, à aliança entre o Deus criador e o homem, que engloba todas as religiões monoteístas, ou seja, estabeleceu-se a reserva de mercado das religiões reveladas e não mais "a religião sobre a qual todos os homens estão de acordo". Aqui, é necessário fazer uma distinção entre edoísmo e teísmo. Segundo Alberton "teísmo é a doutrina de escola filosófica que admite a existência de Deus pessoal, primeiro princípio e fim último de tudo o que existe; deísmo é um sistema filosófico-religioso ou espécie de religião natural.

Não nega a existência de Deus. Entretanto, Deus só pode ser alcançado por argumentos puramente racionais. Não há, pois, revelação e o Cristianismo se torna desnecessário. Intervenção de Deus no mundo também é, pois, desnecessária, negando, por conseguinte, sua providência.

Por isto também repugna-lhe o milagre, bem como toda intervenção sobrenatural: a Revelação e a Graça ou auxílio de Deus" (O Conceito de Deus na Maçonaria, ed.Aurora, RJ, 1981, pg.79).

Convém salientar que Anderson tenta amenizar a derrapagem teísta, pois, em maçonaria a primeira aliança com Deus é a de Noé, e não somente aquela de Abraão, que conviria mais aos Judeus e aos maometanos, ou ainda a de Moisés, que convém mais aos Judeus e aos Cristãos, ou aquela de Cristo que concerne obviamente aos cristãos. O Anderson de 1738 tenta demonstrar, assim, que os filhos de Noé também contrataram com Deus a mesma aliança que seu pai; estão na origem das religiões posteriores. Deste modo, o Noaquismo andersoniano tenta ser, não uma filosofia, mas acima de tudo um princípio. Ainda que a palavra seja imprópia, ela significa virtualmente, mas em definitivo, que todos os homens se reconhecem nesta primeira aliança, ainda que eles admitam ou não as alianças posteriores; todos, de maneira universal, poderiam ser maçons.

Este, contudo, não é o ponto de vista da concepção da maçonaria liberal francesa, que se mantém fiel ao marco deísta das Constituições de 1723. Para ela, a Constituição teísta de 1738 conspurcou aquela original de 1723, e a ruptura entre a maçonaria anglo-saxã já estaria, senão virtualmente consumada, pelo menos programada neste momento. A criação do GOF e a cisão de 1877 quase 150 anos depois, seriam meras decorrências daquela traição de 1738.

O Grande Oriente de França, criado a partir de 1773, sempre apresentou uma posição deísta e tolerante em relação a Deus e à Religião. A própria iniciação de Voltaire na Loja das Noves Irmãs em 1778 representou a adesão da elite da maçonaria francesa à uma concepção de uma religião natural de característica deísta, ou seja, a concepção original das Constituições de 1723. O exame dos rituais do rito francês da época, por exemplo aqueles de 1786, não faziam menção seja a Deus, seja ao G.:A.:D.:U.:, mas era diante do G.:A.:D.:U.: que o iniciando prestava seu juramento , terminando com a invocação: "Que o G.:A.:D.:U.: me ajude". Todas a pranchas e os diplomas, emitidos pelo GOF apresentavam no seu cabeçalho o seguinte título: A.:L.:G.:D.:A.:D.:L.:U.: (À La Gloire Du Architecte De L'Univers - À Glória do Arquiteto do Universo).

Nos primeiros decênios de século XIX, o carácter majoritariamente deísta da maçonaria do GOF não foi colocado em causa, seja na época da saída dos eclesiásticos das lojas, quando da assinatura da Concordata Napoleônica de 1801, seja durante as condenações repetidas pela Igreja Católica em 1821, 1825, 1829, 1832 e 1846. Durante a Revolução de 1848, as idéias românticas e rousseaunianas triunfaram na sociedade civil, na política e nas lojas.

Recebendo uma delegação do GOF, o Ir.: Adolphe Crémieux, membro do Governo e maçom do R.:E.:A.:A.: declarou: "O G.:A.:D.:U.: deu o sol ao mundo, a liberdade para o sustentar. O G.:A.:D.:U.: quer que todos os homens sejam livres, ele nos deu a terra para ser fertilizada, e é a liberdade que a fertiliza. A maçonaria não tem, é verdade, por objeto e política, mas a alta política; a política da humanidade sempre tem encontrado acolhida no seio das lojas maçônicas. Lá, em todos os tempos, em todas as circunstâncias, sob a opressão do pensamento como sob a tirania do poder, a maçonaria repetiu incessantemente as palavras sublimes: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. (...) Seja Dito! A República fará aquilo que faz a maçonaria. Ela se tornará um contrato radiante de união dos povos sobre todos os pontos do globo, sobre todos os lados de nosso triângulo, e o G.:A.:D.:U.:, do alto do céu, subscreverá este nobre pensamento da República, que se espalhando por todas as partes, reunirá num mesmo sentimento, todos os cidadãos da terra".

É, também, neste contexto que, em 1848, uma comissão do GOF examina um relatório intitulado "Como restituir à Maçonaria o caráter religioso que lhe é próprio?" e o Convento de 1849 do GOF adota a primeira Constituição da Obediência que, até aquela época, possuía somente regulamentos gerais. O artigo primeiro desta Constituição rezava o seguinte: "A Maçonaria, instituição essencialmente filantrópica, filosófica e progressista, tem por base a existência de Deus e a imortalidade da alma; ela tem por objeto o exercício da beneficência, o estudo da moral universal, das ciências e das artes, e a prática de todas as virtudes. Sua divisa tem a sido de todos os tempos: Liberdade, Igualdade e Fraternidade".

Esta profissão de fé estava indo bem além do deísmo, um pouco frouxo, que reinava na maioria das lojas, não sendo, entretanto, adotadas, sem dimensões internas, no seio do GOF. Em janeiro de 1847, Proudhon, que tinha sido iniciado numa loja de Besançon, ralatava: "Como todo neófito, antes de receber a luz, eu deveria responder às três perguntas de praxe: Qual o dever do homem em relação ao seu semelhante? Qual o seu dever em relação ao seu país? Qual o dever do homem em relação a Deus? Sobre as duas primeiras perguntas, a minha resposta foi tal qual se podia esperar. Sobre a terceira, contudo, eu respondi por esta palavra: a Guerra". Resposta, entretanto, que não o impediu de ser iniciado...

As dissensões sobre a crença em Deus e a imortalidade da alma se acentuaram na medida que progrediam, às vezes, o anticlericalismo, alimentado pelas novas condenações papais de Pio IX à maçonaria, em 1864 e 1865, bem como também pelas idéias da filosofia positiva de Auguste Comte. Vamos ver agora como esta transição foi se processando progressivamente. No Convento de 1861, o conflito tinha sido muito forte entre o Grão-Mestre que saía - o príncipe Lucien Murat -, que desejava impor uma maçonaria do tipo anglo-saxão, e a maioria dos irmãos convertidos ao positivismo científico. Um compromisso foi, então, estabelecido no Convento de 1865, chegando-se a uma revisão do artigo primeiro da Constituição que, desde então ficou assim redigido: "A Maçonaria, instituição essencialmente filantrópica, filosófica e progressista, tem por objeto a pesquisa da verdade, o estudo da moral universal, das ciências e das artes e o exercício da beneficência.

Ela tem por princípios a existência de Deus, a imortalidade da alma e a solidariedade humana. Ela contempla a liberdade de consciência como um direito próprio a cada homem e não exclui ninguém pelas suas crenças. Ela tem por divisa: Liberdade, Igualdade e Fraternidade".

Este compromisso mostrava-se extremamente capenga. As disposições do artigo primeiro estavam contraditórias.

A afirmação do princípio da existência de Deus e da imortalidade da alma não eram compatíveis, dentro da boa lógica, com aquele de liberdade de consciência. Nota-se que o compromisso estava se esgotando e não deveria, ipso facto, durar muito. Chega-se, finalmente ao ponto de ebulição: o Convento de 1877, que passou a ser o marco de rompimento da maçonaria francesa com a anglo-saxã. O Ir.: Fréderic Demons, um pastor protestante de Gard, que era, então, delegado da loja O Progresso ao Oriente de Saint-Geniès e que foi, posteriormente, Grão-Mestre do GOF, foi designado como relator do voto tendendo à supressão da referência, na Constituição, do princípio da existência de Deus e da imortalidade da alma. Segundo historiadores do GOF, ele pronunciou um dos mais belos discursos da história da maçonaria que deve ser citado para melhor se entender este ponto de ruptura. Após ter afirmado: "Quem não sabe (...) que ninguém entre nós, ao propor esta supressão, não se está fazendo profissão de ateísmo ou materialismo?" e prosseguia concluído: "Nós demandados a supressão desta fórmula porque ela é embaraçante para muitos profanos que, animados do sincero desejo de fazer de nossa grande e bela instituição que nós lhes incutimos, a bem dizer, como uma instituição lata e progressista, se vêem de repente detidos por esta barreira dogmática que sua consciência não lhes permite transpor. Nós demandamos a supressão desta fórmula por que ela nos parece, sobremaneira, inútil e estranha à finalidade da maçonaria (...) Seu campo não é bastante vasto, seu domínio tão extenso para que não seja necessário colocar o pé sobre um terreno que não é seu? Não. Deixemos aos teólogos o cuidado de discutir os dogmas. Deixemos às Igrejas autoritárias o cuidado de formar seus sílabos. Mas, que a maçonaria permaneça aquilo que ela deve ser, ou seja, uma instituição aberta a todo o progresso, a todas as idéias morais e elevadas, a todas as aspirações amplas e liberais.

Que ela não desça jamais à arena ardente das discussões teológicas que só tem levado - creiam-me naquilo que vos falo - às discórdias e às perseguições. Que ela se resguarde de querer ser uma Igreja, um Concílio, um Sínodo, porque todas as Igrejas, todos os Concílios, todos os Sínodos tem sido violentos e perseguidores, e isto por ter sempre tomando por base o dogma que, pela sua natureza, é essencialmente inquisidor e intolerante. Que a maçonaria plane, então, majestaticamente sobre todas as questões de Igrejas ou de seitas, que ela domine, do alto da sua grandeza, todas aquelas discussões, que ela se torne o vasto abrigo sempre aberto a todos os pesquisadores conscienciosos e desinteressados da verdade, a todas as vítimas, enfim, do despotismo e da intolerância".

Após discussões acaloradas, o Convento adotou, então, a seguinte redação para aquele famoso artigo primeiro da Constituição do GOF: "A maçonaria, instituição essencialmente filantrópica, filosófica e progressista, tem por objeto a busca da verdade, o estudo da moral universal, das ciências e das partes e o exercício da beneficência. Ela tem por princípio a liberdade absoluta de consciência e a solidariedade humana. Ela não exclui ninguém por suas crenças. Ela tem por divisa: Liberdade, Igualdade e Fraternidade". Esta redação perdurou, sem muitas modificações, até os dias atuais. Segundo os analistas do GOF, o que o Convento de 1877 proclamou foi uma volta à orientação dada pelas primeiras Constituições de Anderson de 1723. Voltou a consagrar a maçonaria como sendo um verdadeiro Centro de União, refundando assim, pelo prisma dos historiadores do GOF, a maçonaria liberal, ou seja a maçonaria da liberdade absoluta de consciência. O Convento, após a modificação do artigo primeiro, convocou o Conselho da Ordem a estudar a questão relativa à revisão dos rituais. As informações sobre a data desta revisão são um tanto quanto contraditórias. Algumas fontes mencionam a publicação dos novos rituais dois anos após a celebração do Convento; outras indicam que os novos rituais só entram em vigor em 1887, dez anos após o Convento. Salienta-se ainda que, nos rituais revisados do rito francês, praticados pela maioria das lojas do GOF, não se faz menção, desde então, ao G.:A.:D.:U.:; por outro lado, não se proibiu nenhuma invocação ao G.:A.:D.:U.: àquelas lojas que assim o desejassem.

Pode-se entender, então, que a supressão nos rituais da menção do G.:A.:D.:U.:, ou pelo menos, tornar facultativa a sua menção, apresenta uma posição vital para os maçons do GOF, pois a liberdade de consciência se tornou absoluta para estes IIr.: chegando, mesmo, ao ponto de tornar não-obrigatório um Landmark da maçonaria universal regular.

Para encerrar, citamos um trecho do discurso do Ir .: Karim-Jacques, que nos parece lapidar sobre a posição da maçonaria liberal francesa: (...) após ter afirmado bombasticamente o princípio da liberdade absoluta de consciência, houve, com efeito, a ocasião de dar à noção do G.:A.:D.:U.: um sentido renovador, que teria sido aquele de símbolo unificador da maçonaria. E é este sentido que, por minha parte eu dou, aqui e agora, a este G.:A.:D.:U.: que nós invocamos daqui por diante na abertura e fechamento de nossos trabalhos, como também durante os rituais de iniciação.

Como diz um outro artigo de nossa constituição, "a maçonaria possui signos e emblemas, cuja alta significação simbólica não pode ser revelada a não ser na iniciação. Estes signos e estes emblemas presidem, sob formas determinadas, aos trabalhos dos maçons e permitem a estes, sobre toda superfície do globo, de se reconhecer e de se ajudar mutuamente". Para mim, o G.:A.:D.:U.: é um dos símbolos, e talvez o maior entre todos. A força dos símbolos, aquilo que faz seu caráter único e os diferencia totalmente dos dogmas, é que cada um pode dar-lhes a interpretação que lhe aprouver, contanto que seguramente esta interpretação em questão não seja contrária ao ensinamento global da maçonaria. O pavimento mosaico não é, não pode ser para um maçom, o símbolo do apartheid. O símbolo é, então, um fator de aproximação entre todos os irmãos, um cimento entre seus corações e sua razão. Neste sentido, o G.:A.:D.:U.: poderá ser, para meu irmão teísta que esta ao meu lado na loja, o símbolo do Deus pessoal revelado pela bíblia ou pelo Alcorão; para o meu irmão deísta, o símbolo de uma divindade adogmática e não revelada; para meu irmão ateu, o símbolo de uma sociedade melhor e do progresso às quais ele aspira; e para mim, que não sei bem qual etiqueta deveria me ser pespegada (talvez, na falta de algo melhor, de agnóstico espiritualista), o símbolo do conjunto das leis que regem o mundo, que constituem a "inteligência", inteligência que me é, muitas vezes inacessível, tendo em vista minhas capacidades limitadas, sejam elas científicas ou espirituais, de chegar a minha consciência. O Arquiteto edifica esta marcha de construção, ou seja de iniciação, e é isto que nos reúne todos sobre estas colunas, na fraternidade.

Por Dentro da Maçonaria

A Ordem fraternal tem sido, desde muito tempo, o alvo de teorias de conspiração e boatos. Aqui está a verdadeira história
Por Jay Tolson

A década de 1820 parecia ser a melhor época para o relacionamento especial entre a ordem fraternal da Maçonaria e a jovem nação americana. Não era só porque muitos dos proeminentes membros da geração fundadora -George Washington, Benjamin Franklin e, na realidade, 13 dos 39 signatários da Constituição- tinham sido membros. Era também porque a república em rápido crescimento e a sociedade fraternal ainda tinha muitos ideais em comum. Os valores republicanos americanos pareciam-se com valores maçônicos expressos: atitude cívica honorável, alto apreço pelo aprendizado e o progresso, e o que poderia ser chamado de uma religiosidade ampla e tolerante. Na verdade, diz Steven Bullock, um historiador do Instituto Politécnico de Worcester, e um professor líder da fraternidade maçônica na América, os maçons "ajudaram a dar à nova nação um núcleo simbólico".

Não é por nada que o compasso, o esquadro e outros emblemas associados à Maçonaria estampados por todos os lados, mesmo em jóias, mobiliário e jogos de mesa pertencentes a maçons e também a não-maçons. Nem foi insignificante que um grande número de Americanos pensassem - erroneamente, mas justificadamente - que o Grande Selo dos Estados Unidos em si contivesse símbolos maçônicos. Era tanto um tributo e uma responsabilidade da irmandade que as pessoas vissem a influência da Maçonaria, mesmo onde ela não existia.

Desde a Revolução, os maçons se tornaram os celebrantes semi-oficiais da cultura cívica americana. Usando seus aventais distintivos e manejando as colheres de pedreiro - os Maçons originais eram de fato, pedreiros - eles rotineiramente lançavam pedras fundamentais de importantes edifícios governamentais e igrejas, e participavam destacadamente em paradas e outras cerimônias públicas. Quando o velho Lafayette retornou aos Estados Unidos em 1824-25, membros da "ordem" (como é chamada a maçonaria) saudaram publicamente seu companheiro maçom, convidando-o com freqüência para ficar na loja local. Esta viagem incrementou a adesão à Maçonaria, que cresceu de 16.000 em 1800, para cerca de 80.000 em 1822, ou quase 5 por cento da população masculina elegível da América.

Como, então o que parecia ser a melhor época para a Maçonaria, rapidamente se tornou o pior dos tempos? Parte da resposta pode ser encontrada na reação dividida do público à viagem de Lafayette, sugere o historiador Mark Tabbert, curador de coleções maçônicas e fraternais no National Heritage Museum em Lexington, Mass., em seu novo livro, American Freemasons: Three Centuries of Building Communities (Maçons Americanos: Três Séculos Construindo Comunidades). Para muitos cidadãos, estas demonstrações públicas de afeição fraternal para com um nobre estrangeiro pareciam ter um cunho tanto elitista quanto conspiratória. Muito simplesmente, escreve Tabbert, eles "levantaram a suspeita de que a ordem ser uma ordem internacional com segredos e um passado revolucionário radical".

Não tão secreta. Não foi a primeira vez que a Maçonaria teria deparado com tal resposta. Desde seu nascimento como movimento fraternal organizado no início do século 18, em Londres até hoje, a Maçonaria tem sido objeto de ampla curiosidade e intensa suspeição ocasional. Com seus elaborados rituais secretos, seu envolvimento tanto com a sabedoria antiga quanto a ciência e a razão do Iluminismo moderno, e a relativa exclusividade de seus membros (os candidatos precisam pedir para entrar e, em seguida, são vetados ou aprovados por meio de voto), a irmandade maçônica provou ser na medida para os criadores de teorias de conspiração e autores oportunistas ansiosos para faturar "expondo" com imaginação as maneiras secretas e as ambições ainda mais secretas da ordem. Se o "grande segredo" dos Maçons, como disse uma vez Benjamin Franklin, "é que eles não têm nenhum segredo", àqueles que sugerem o contrário - incluindo a fama do escritor Dan Brown do Código Da Vinci por sua próxima novela, A Chave de Salomão - raramente falta público receptivo.

A verdadeira história da Maçonaria é, discutivelmente, mais interessante que todos os contos tecidos ao redor dela. Mas aquela história é pelo menos em parte, a história de muitas interpretações fantasiosas da irmandade. Na verdade as realizações substanciais dos Maçons -na formação de cidadãos sólidos, forjando redes sociais, fazendo a ponte entre certas divisões sociais, apoiando causas filantrópicas - são as mais admiráveis em face de esforços passados em difamar ou mesmo destruir a organização.

Um destes esforços surgiu em um amplo movimento social e político na América, menos de dois anos após o périplo triunfante de Lafayette, embora este esforço tivesse sido amplamente desencadeado pelos intrigantes, ou algo mais criminoso, de diversos membros nova-iorquinos excessivamente zelosos. No verão de 1826, na cidade de Batávia, no norte do estado, um irresponsável insatisfeito, alegando ser maçom, William Morgan declarou sua intenção de publicar um livro revelando os segredos da sociedade maçônica de alto grau, o Arco Real, que tinha, anteriormente vetado sua proposta de entrada na ordem. Preso duas vezes por acusações fabricadas por maçons locais, o pretenso expositor foi misteriosamente raptado e expulso do país ou morto. Foram levantadas acusações contra os prováveis suspeitos, todos Maçons, mas após cerca de 20 julgamentos, escreve Bullock em seu livro Irmandade Revolucionária: A Maçonaria e a Transformação da Ordem Social Americana, 1730-1840, " somente um punhado de condenações resultaram, todas seguidas de curtos períodos de prisão". Para um crescente número de Americanos, já precavidos contra o poder da ordem, pareceu que os Maçons tinham se safado com o assassinato. E para muitos destes mesmos americanos, tudo o que proeminentes ministros evangélicos tinham dito contra os Maçons - que eles eram deístas ou acreditavam em religião "natural" ou cultos necromânticos - parecia ser confirmado por este ato sinalizador de comportamento desonesto.

Os "comitês Morgan" que originalmente se propuseram a estabelecer a verdade sobre o crime logo tornaram-se a ponta de lança de um movimento em nível de estado e, em seguida, um Partido Anti-Maçônico nacional dedicado a eliminar os Maçons. Pennsylvania e Vermont elegeram governadores Anti-maçônicos, e o ex-Procurador Geral dos EUA, William Wirt candidatou-se a presidente pelo partido em 1832, vencendo a votação em Vermont e obtendo cerca de 8 por cento do voto popular nacional.

O partido logo desapareceu à medida que os partidos Democrático e novo Whig aumentaram seus esforços organizacionais para dominar a cena política Nacional. Mas além de fornecer um modelo para futuros movimentos americanos de questão única, desde o abolicionismo à temperança, até o Partido Verde atual, o movimento anti-maçônico quase eliminou a fraternidade. O Estado de New York abrigava cerca de 500 lojas locais em meados de 1820, mas somente 26 lojas reuniam representantes para comparecer às reuniões da grande loja estadual em 1837. Quase dois terços das lojas de Indiana foram fechadas no mesmo ano. Até o final da década de 1830, a Maçonaria estava começando um lento retorno, mas como escreve Bullock, "ela nunca mais recuperaria a posição exaltada que a Maçonaria já tinha justamente merecido".

Como a Maçonaria tinha chegado a tal posição exaltada na vida pública americana, brevemente, para perdê-la antes de recuperar um manto menos importante de respeitabilidade, é uma história que começa na Escócia e Inglaterra. Descendentes de guildas medievais de pedreiros, as lojas do século 17 na Inglaterra ainda eram dominadas por maçons reais (ou "operativos") que gradualmente acolheram em suas fileiras, geralmente como patronos, cavalheiros selecionados, desde que eles jurassem lealdade à coroa e fé em Deus. Estes membros "aceitos" eram atraídos pelo caráter sociável das fraternidades (que tipicamente se reuniam em bares e tavernas), e também por rituais particulares e sinais que tinham, anteriormente, ajudado os artesão a proteger segredos de sua arte. Os vínculos da Maçonaria com a arquitetura antiga, a geometria e outras artes e ciências racionais aumentou sua atratividade para homens que participavam de, ou acompanhavam de perto o desenvolvimento da moderna ciência experimental.

Buscadores da Sabedoria. À medida que membros aceitos vieram a dominar as diferentes lojas, muitos dos quais também eram membros da Sociedade Científica Real da Inglaterra, o foco da vida fraternal mudou para considerações filosóficas (ou "especulativas") e a exploração de conexões entre novas leis da natureza descobertas e a sabedoria de civilizações antigas. "Eles estudavam arquitetura Grega e Romana, e o Templo do Rei Salomão", escreve Tabbert, "buscando as chaves para desvendar as verdades perdidas de civilizações antigas." Na verdade, as genealogias altamente mitologizadas da Maçonaria, davam, com freqüência, ao templo que Salomão construiu em Jerusalém em 967 a.C, um lugar proeminente na tradição Maçônica. As diferentes características arquiteturais do templo e a história de seu pretenso chefe construtor, Hiram Abiff, se tornaria o centro da sabedoria simbólica e rituais de iniciação da fraternidade.
Na América, a Maçonaria foi avidamente abraçada tanto pelo estabelecimento cavalheiresco quanto por membros das classes comerciais e de artesãos que aspiravam àquele estabelecimento. Na verdade, a Maçonaria encorajou movimento social e uma elite mais inclusiva através da educação, o cultivo de polidez e honra, assistência mútua, rede social de contatos e tolerância com diferenças no delicado assunto da religião. (Esperava-se que os irmãos honrassem "aquela religião em que todos os homens concordam [isto é, acreditar em um "Deus beneficente"], deixando suas opiniões particulares para si mesmos", escreveu o escocês James Anderson, um ministro Presbiteriano que, em 1723, publicou as Constituições dos Maçons, o primeiro registro oficial da Grande Loja).

Alpinistas sociais. Até a Revolução, homens de caráter, talento e ambição usaram a Maçonaria para subir na escada social. Antes de sua famosa viagem, Paul Revere era conhecido como proeminente prateiro e Maçom. Um amigo de Boston, um afro-americano livre e um dono de selaria chamado Prince Hall, astutamente avaliaram os benefícios da fraternidade. Em 1775, ele e 14 outros afro-americanos foram iniciados em uma loja militar Inglesa. Hall e diversos outros irmãos fundaram sua própria loja durante a Revolução. A Maçonaria Prince Hall, como foi chamada após a morte de Hall em 1807, espalhou-se para Rhode Island, Pennsylvania, e mais além, para tornar-se um poderoso crisol de liderança afro-americana, mesmo enquanto oferecia caridade e outro suporte à comunidade negra. Embora afro-americanos possam ingressar em qualquer loja, a Maçonaria Prince Hall permanece uma parte vital - e ainda separada - da tradição maçônica americana.

Após a Revolução, relutantemente rompendo os laços com as grandes lojas de Londres (Os maçons realmente acreditavam que seus laços fraternais transcenderiam a política), as lojas americanas se reorganizaram sob grandes lojas estaduais. A Maçonaria também começou a mover-se para o interior do país, promovendo conexões comerciais e outras entre cidades costeiras e a fronteira que avançava continuamente.

A Maçonaria na América é uma história de sucessivas reinvenções, diz S.Brent Morris, um estudioso de Maçonaria e editor do Scottish Rite Journal. De 1790 até 1820, maçons americanos mais jovens importaram dois novos sistemas de altos graus da Maçonaria, o Rito York, seguindo as tradições inglesas, e o Rito Escocês, seguindo práticas francesas. O Rito Escocês e o Rito York encorajaram mais instruções rituais em moralidade, embora promovessem algumas idéias fantasiosas sobre as origens da fraternidade. (Talvez a mais influente fosse a lenda de que os Maçons descendiam dos Cavaleiros Templários medievais, uma ordem que caiu em desgraça com a Igreja Católica Romana antes de desaparecer substancialmente por volta de 1300). Os novos ritos secretos e elaborados atraíram membros, mas também acrescentou às suspeitas dos críticos que já consideravam os Maçons elitistas com segredos demais para serem confiáveis.
À medida que a Maçonaria reviveu após a campanha anti-maçônica, os Maçons cultivaram um estilo mais modesto. Lá se foram as festanças em tavernas e brindes que incomodavam os evangélicos. A própria ordem "assumiu uma coloração mais evangélica", diz William Moore, um historiador da Universidade da Carolina do Norte-Wilmington e autor do inédito "Templos Maçônicos: Maçonaria, Arquitetura Ritual, e Arquétipos Masculinos". "Os livros que os maçons produziram", nota Moore, "pareciam manuais de catecismo de domingo com ilustrações que pareciam iluminuras de Bíblias Vitorianas". Os maçons também começaram a direcionar esforços caritativos para comunidades maiores, e não apenas aos companheiros maçons e suas famílias. E parcialmente para acalmar a crítica das mulheres, os Maçons criaram a Ordem da Estrela do Oriente e outras filiais para que as mulheres participassem. Mesmo hoje, "a maçonaria mais ampla é somente masculina", diz Morris, embora lojas estaduais definam suas próprias regras até certo ponto, e existam alguns grupos mistos.

Após a Guerra Civil, e à medida que a Gilded Age prosseguiu até o início da década de 1870, os maçons mais uma vez modificaram seu papel, tornando-se o modelo para mais de 300 grupos fraternais que apareceram durante os próximos 50 anos. Durante esta "era dourada" de ordens fraternais, a Maçonaria e sociedades tais como Odd Fellows e Knights of Pythias ofereceram uma proteção contra a economia dinâmica e, com freqüência, mortal e uma sociedade cada vez mais diversificada. Reforçando seus bons trabalhos, incluindo o apoio a escolas e hospitais, os Maçons até mesmo encontraram uma maneira de misturar o convívio fraternal com a filantropia, criando os Nobles of the Mystic Shrine em 1870. Aberto somente a Maçons que tivessem completado os graus do Rito Escocês ou York, esta ordem voltada para festividades celebrou a personalidade bem formada em uma época que estava começando a valorizar a personalidade em detrimento de ideais mais antigos de honra e caráter. Os Schriners aprenderam a se divertir enquanto levantavam dinheiro para hospitais e ambiciosos templos Shrine.

Boato Satânico. A despeito dos bons trabalhos da fraternidade, mitos de fatos obscuros continuaram a assombrar a Maçonaria. No final da década de 1880, um malicioso escritor francês e ex-maçom, conhecido por seu pseudônimo literário de Leo Taxil, começou a jogar com os medos dos católicos em relação à ordem. Ele alegava expor os maiores segredos da ordem, conhecidos apenas dos maçons dos mais altos graus: que a religião secreta da maçonaria era a adoração de Lúcifer. Mesmo depois que Taxil confessou ser um boato em 1897, o mito serviu como um princípio de material anti-maçônico, empurrado em livros como o New World Order de Pat Robertson.

Mas, o maior desafio da Maçonaria não foi sua susceptibilidade ao uso em fantasias de conspiração. Pois todos os maçons se integraram na sociedade mais ampla, e apesar de ter um número de membros na casa dos milhões, a Maçonaria parecia menos central para a América nos Anos Vinte, e seus "candidatos" no estilo Babbitt, criavam grupos como os Kiwanis e o Rotary, que eram mais abertamente amigáveis e tinham muito menos demanda por rituais. Ainda assim a velha ordem fraternal viu mais um crescimento. Após o final da guerra, "a fraternidade maçônica realizou os lucros de seu trabalho duro entre a Grande Depressão e a Segunda Guerra Mundial", escreve Tabbert. "A ordem era mais aceita e apreciada que.... antes de 1929". Entre 1945 e 1960, o número de membros cresceu de 2,8 milhões até um pico de 4 milhões..

Daquele píncaro, a ordem perdeu lentamente mais de metade de seus membros. Para um número crescente de americanos que gastam seu tempo livre em buscas particulares - incluindo assistir muita televisão - as reuniões mensais e compromissos voluntários de vida fraternal parecem excessivos. Mas, recentemente, diz Morris, a taxa de declínio estabilizou-se. O historiador Moore sugere um motivo: "Muitos homens estão entrando na aposentadoria." Com o envelhecimento rápido da população dos EUA, as lojas começam a se encher de pessoas que tem mais tempo livre que a maior parte dos trabalhadores americanos. E quem sabe? Estes idosos, nascidos depois da Segunda Guerra, possam mesmo descobrir como trazer os americanos mais jovens de volta para a Ordem.

Sobre o Agnosticismo


O "agnosticismo" não sugere a condenação de determinados temas...
... mas sim que não se dedique tempo a discutir o indiscutível, discussão que,
não poucas vezes, destrói aquilo que se busca preservar, aquilo que
é indispensável para que se possa CONSTRUIR.

Mavrus Pintvs


Um breve comentário de Comte-Sponville, sobre "agnosticismo": "Ágnostos, em grego, é o desconhecido ou inconhecível. [...]. Essa palavra, que seria passível de uma extensão mais ampla, só é utilizada em matéria de religião. É que D-us é o inconhecível absoluto,como a morte é o inconhecível último. O agnóstico não toma posição nem sobre esta nem sobre aquele. Deixa a questão em aberto. A morte fecharáa porta ou acenderá a luz". O Irmão Castellani complementaria: "... não devendo, tal atitude, ser confundida com o ateísmo".

A Questão Religiosa Sob A Luz Do Conhecimento

Jiddu Krishnamurti


O mundo se encontra numa confusão tal que, mesmo que deliberadamente, decidíssemos torná-lo ainda mais confuso, não teríamos êxito. Mas, de todas as áreas da atividade humana, a questão religiosa é, de longe, a mais caótica. Uma peculiaridade das pessoas ditas religiosas é o serem totalmente ilógicas. Psicologicamente, carecem de sanidade. Aceitam sem investigar e, quando o fazem, essa investigação é motivada pelo desejo de segurança, o que lhes obscurece o pensar. Entregam-se a devoções, pois isso lhes dáum sentimento de alegria. Mas essa não é uma mente verdadeiramente religiosa; é uma mente cheia de fantasias, de ilusões. As nossas religiões, as nossas crenças, são frutos de nosso condicionamento.

Somos rotulados de cristãos desde criancinha e, nos inculcam todas as, supertições, todas as crenças, dogmas e tradições do cristianismo, e, tolamente, aceitamos o que nos foi ensinado. Podemos ser condicionados por qualquer bobagem. Podemos ser forçados a ter medo do inferno, do qual não existe nenhuma evidência. Podemos ser motivados. A nossa ambição pode ser instigada para obter o céu, do qual não existe nenhuma evidência. Podemos ser condicionados a orar para um Deus que é a maior mentira do mundo. Assim como o comunista foi condicionado, desde pequeno, a aceitar a não existência de Deus, assim também nós fomos condicionados a aceitarmos a existência de Deus. Não há diferença entre nós e aquele que nega a existência de Deus, por que o que ambos acreditam dimana de uma mente condicionada.

Examinar esta questão com profundidade exige muita seriedade de nossa parte. Temos que começar negando toda a estrutura religiosa, negá-la totalmente, porque é de todo falsa e nenhuma significação tem. As religiões que professamos originam-se das experiências de outras pessoas. Nossa religião não se constitui de experiência direta, pessoal. Ela é o que aprendemos em algum livro, com algum filósofo ou guru, não é coisa que nós mesmos experimentamos. Só uma mente descondicionada pode experimentar e descobrir o que é real e o que é falso. O principal fundamento das religiões atuais baseia-se na premissa de que o homem possui uma entidade espiritual dentro dele. Um " EU" independente. Este " eu ", esta entidade, transcederia a morte física do corpo e teria um destino específico, dependendo da religião que se professa. Existe uma " alma " dentro do homem? Estaria a humanidade sendo vítima de um "engano", ou de uma ilusão que já dura milênios? Como esclarecer esta questão? Obviamente, as respostas estão no próprio homem, dentro de nós mesmos. Quem, por Deus, pode afirmar o que somos ou o que existe dentro de nós, senão nós mesmos?

Conhecer a nós mesmos, como somos e não como gostaríamos que fôssemos, se constitui no maior desafio da vida, pois sóassim, podemos separar o verdadeiro do falso. Sendo uma luz para si mesmo, nada mais poderá enganar o homem livre de crenças, livre de dogmas e de tradições sem sentido. Nada mais poderá iludir o homem livre do medo de investigar e, que, absolutamente não segue autoridade de espécie alguma. Só uma mente assim livre, pode ir muito longe.

Queres Segredos da Maçonaria?

Então leia o que Fernando Pessoa, um dos maiores poetas da história da língua portuguesa, escreveu sobre o Segredo Maçônico.

Pedras Evoluídas

O Sol nasce e ilumina as pedras evoluídas,
Que cresceram com a força de pedreiros suicidas.
Cavaleiros circulam vigiando as pessoas,
Não importa se são ruins, nem importa se são boas.

Chico Science, cantor pernambucano falecido em 1997. (Uma pedra “evoluída”?)